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Mostrando postagens de 2012

Estava à toa na vida o meu amor me chamou

Nesse ano fiquei nessa inércia de não saber o que queria fazer, mas, como diria Chico," Eu vi a banda passar tocando coisas de amor."  Eis que esse ano não foi de aprendizado, e nem de grandes conquistas, nada mudou completamente na minha vida, além da minha própria maneira de ver a vida. Entendi que não importa ter um diploma ou aquele velho orgulho por ter estudado e por estar me formando na minha segunda graduação. Entendi que isso não me faz especial, nem esperta. Na verdade isso não me muda, eu ainda continuo sendo as minhas atitudes e escolhas. Entendi que existem outras maneiras de me sentir bem sucedido na vida, além dessa formula imposta de estudos, trabalhos e casamento, entendi que não sou obrigada a saber o que eu quero da vida aos 23 anos, e que mesmo que saiba, eu não sou obrigada a querer ser o que eu quero da vida agora. Tenho tempo e mesmo que ele acabe, eu ainda tenho uma vida pra viver, locais para viajar, gente linda para conhecer....

Dizem que uma viagem modifica o homem, mas dentro de mim tudo permaneceigual tal qual era, só que com uma alma diferente.

Apesar do enorme título, o que eu tenho a dizer é pequeno. Acordei e me senti diferente. Explico-me: De antemão devo dizer que isso nao aconteceu de ontem para hoje e nem se quer aconteceu nessa semana ou semana passada, muito menos no inicio do mês ou durante a viagem, não houve um dia, uma hora, um segundo, houveram sim, todos os dias, as horas e segundos, houveram: A vida(apesar de singular ela é plural).  Coitada da vida, alguns dirão, ela sempre leva a culpa por tudo, mas antes que assim pensem, eu digo: não é questão de culpa ou de maldade ou de bondade, é apenas ela, o que nos é dado agora, O já. Foi pensando assim que eu finalmente decidi escrever, foi pensando no já que direi o que agora percebo. Chega de prefácio, e para os mais atentos eu digo, que sim, modifiquei um pouco o modo de escrever, por que modificou-se tambem os meus desejos.  E não digo que eu não avisei, me percebo antes mesmo de me conhecer, sabia que assim que tudo passasse, passar...

Sobre liberdade

Gosto de ir e vir, de resolver as minhas coisas só e de ter os meus segredos, não suporto quem me julga ou quem acha que me conhece, principalmente quando se tem uma ideia tão parcial de mim. Odeio porque se nem eu mesma, que convivo há exatos 22 anos e 8 meses comigo não consigo me definir, já que não raro nego os meus sentimentos, erro os meus desejos e ofendo a mim mesma, quem dirá o outro, uma pessoa que embora mais próxima de mim que possa ser, não tem ideia sobre o que passa na minha cabeça e estabelece teorias sobre mim, não de todo falhas, mas teorias. Conviver comigo é fácil, embora difícil. Bem parecido com o resto das pessoas do mundo, não sou especial ou diferente, na verdade sou bem igual, é só abrir mão, ceder, e principalmente me dar espaço que fica fácil, me deixar livre sabe? Bem livre, tão livre que eu vou me sentir só e então eu vou voltar, querer perto, amar, porque é o que eu faço, geralmente, amor de mais me sufoca, me mata, me estraga, ...

Um texto do ano passado, que eu deveria ter escrito hoje.

As vezes esquecemos do que vida nos ensinou, não devia ser assim... mas é... e isso me leva a entender porque nos apaixonamos de novo, porque amamos novamente. Não é burrice, não é falta de auto-preservação, é nossa linda capacidade de nos encantarmos. Me encantei, acho que duas vezes esse ano, minto, foram três vezes, quis bem, quero bem. Das três vezes essa é a que ta me ferindo. não tenho medo de dizer isso, até deveria, dizem que é o certo negar o que você sente, não contar, enclausurar sentimentos, mas dai um dia você vai morrer sufocada de tanta coisa que deveria ter dito e não disse. Eu disse, eu digo sempre, toda vida que o vejo, que ele sorrir, que ele me olha, acho inclusive que não teve um dia que eu o tenha visto e eu não o tivesse dito: "te quero bem". Acho linda essa frase, pra mim querer bem é muito mais puro do que se apaixonar. não tenho medo e nem vergonha de dizer o que eu sinto e o que eu sou, mas ultimamente não tenho gostado de certas atitudes minhas...

Cadê a paixão?

"Vem quando bate uma saudade Triste, carregado de emoção Ou aflito quando um beijo já não arde No reverso inevitável da paixão(...)" Foi em uma dessas aflições que eu me pus a conversar com uma amiga, temerosa de nunca mais sentir, perguntei onde andavam as paixões.  Triste, chegamos a conclusão de que ultimamente, nunca ouvimos, nem sentimos e so ouvimos falar. Cadê, Évila? Cadê? 

Amizade?

Parei para pensar hoje, será que eu chamo todo mundo de amigo? Toda vida que eu vou escrever que amo alguem públicamente eu penso: Será que escrevo isso de mais. Quando algo pertuba a gente, o que a gente faz? Recorre a um amigo. Foi o que eu fiz. Durante a conversa eu parei para pensar nos critérios que eu tenha para classificar uma pessoa em amigo, percebi que não tenho critérios, literalmente não os tenho. Como dizem alguns amigos, eu compreendo cada pessoa e só espero dela aquilo que ela pode me dá, logo não exijo, generalizando. (geralmente eu exijo sim, mas aquilo que eu acho que ela PODE me dá. E eu quero! HAHAH). Mas porque eu os chamo de amigos e os digo que amo? Porque eu realmente sinto isso. Todos a quem chamo de amigo já me ajudou/ja ajudei de alguma forma. Ou ja mostraram preocupação comigo, ou minimamente mostraram que se importam, tem gente que eu precedo, chamo de amigo antes de efetivamente se tornarem amigos, e raramente eu erro. Mas a questão aqui na...