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Mostrando postagens de março, 2012

Sobre liberdade

Gosto de ir e vir, de resolver as minhas coisas só e de ter os meus segredos, não suporto quem me julga ou quem acha que me conhece, principalmente quando se tem uma ideia tão parcial de mim. Odeio porque se nem eu mesma, que convivo há exatos 22 anos e 8 meses comigo não consigo me definir, já que não raro nego os meus sentimentos, erro os meus desejos e ofendo a mim mesma, quem dirá o outro, uma pessoa que embora mais próxima de mim que possa ser, não tem ideia sobre o que passa na minha cabeça e estabelece teorias sobre mim, não de todo falhas, mas teorias. Conviver comigo é fácil, embora difícil. Bem parecido com o resto das pessoas do mundo, não sou especial ou diferente, na verdade sou bem igual, é só abrir mão, ceder, e principalmente me dar espaço que fica fácil, me deixar livre sabe? Bem livre, tão livre que eu vou me sentir só e então eu vou voltar, querer perto, amar, porque é o que eu faço, geralmente, amor de mais me sufoca, me mata, me estraga, ...

Um texto do ano passado, que eu deveria ter escrito hoje.

As vezes esquecemos do que vida nos ensinou, não devia ser assim... mas é... e isso me leva a entender porque nos apaixonamos de novo, porque amamos novamente. Não é burrice, não é falta de auto-preservação, é nossa linda capacidade de nos encantarmos. Me encantei, acho que duas vezes esse ano, minto, foram três vezes, quis bem, quero bem. Das três vezes essa é a que ta me ferindo. não tenho medo de dizer isso, até deveria, dizem que é o certo negar o que você sente, não contar, enclausurar sentimentos, mas dai um dia você vai morrer sufocada de tanta coisa que deveria ter dito e não disse. Eu disse, eu digo sempre, toda vida que o vejo, que ele sorrir, que ele me olha, acho inclusive que não teve um dia que eu o tenha visto e eu não o tivesse dito: "te quero bem". Acho linda essa frase, pra mim querer bem é muito mais puro do que se apaixonar. não tenho medo e nem vergonha de dizer o que eu sinto e o que eu sou, mas ultimamente não tenho gostado de certas atitudes minhas...

Cadê a paixão?

"Vem quando bate uma saudade Triste, carregado de emoção Ou aflito quando um beijo já não arde No reverso inevitável da paixão(...)" Foi em uma dessas aflições que eu me pus a conversar com uma amiga, temerosa de nunca mais sentir, perguntei onde andavam as paixões.  Triste, chegamos a conclusão de que ultimamente, nunca ouvimos, nem sentimos e so ouvimos falar. Cadê, Évila? Cadê?