Sobre sair só. Sempre gostei da minha individualidade, de me ter como companhia e de me sentir bem com isso, daí que desde o dia em que o Vinícius nasceu, até hoje, eu tinha tido dificuldade de fazer isso. Sair só. Um grande tabu para muitos, pra mim, um alento para alma. E Como é bom, sentar e pensar em trivialidades, ouvir a conversa alheia e escrever, sobretudo escrever. Escrever sobre as banalidades da vida, da conversa da mesa de bar. Talvez a saudades maior tenha sido essa, da liberdade de escritora, e de me ser o que quiser, inclusive solidão. E como eu gosto dessa solidão, solidão eleita, que me faz ser um pouco mais eu, essencialmente eu, somente eu. Talvez, hoje, seja um recomeço da mulher, da fêmea que outrora eu fui. A resistência do amor que reside em mim, e quem nem de todo é apenas materno, mas que é humano, visceral e mata. Da mulher bela, sem pudor e que vive nua!
...que vive nua."