Pular para o conteúdo principal
Havia reencontrado ontem o seu grande amor, não pode abraçá-lo, sua índole não permitia, ao contrario, ela preferiu ignorá-lo, era a primeira vez que o reencontrava depois de saber do namoro que ele iniciara há uns três meses atrás, namoro que havia deixado-a completamente abalada.
Na roda de amigos em comum ele apareceu, logo atrás dela, com o mesmo sorriso encantador de outrora, sentou-se ao seu lado, e ela olhava para trás a procura da outra, daquela que o havia roubado, aliviou-se, ela não havia ido. finalmente ele resolveu reconhecê-la, ela vibrou, ele deu-lhe um beijo na cabeça, por um estante ela mentalizou o mesmo beijo na boca, recobrou os sentidos, esqueceu o beijo, e uma voz completamente rouca se fez escutar, ela falava baixo ao seu ouvido: lembrei-me muito de você esses dias, tentou não escutar aquela frase, não queria se iludir novamente, tentativa frustrada, ela já tinha se deleitado nela, e a namorado por uns minutos, mas o silencio da sua mente foi quebrado, era alguém falando de mentiras, e foi então que ela se lembrou de quantas frases bonitas como aquela ela já havia escutado dele antes.
Resolveu não puxar assunto, poderia ser perigoso reviver tudo de novo, o assunto que iniciara antes dele chegar foi prolongado, ela ria, ele não, ela brincava com os amigos dele, que falavam de como ela era linda, e de como ela poderia ter quem quisesse da roda, ela pensara, que talvez nem todos, fingiu rir, fingiu-se de feliz, o assunto se estendera, ela ria, ele não, talvez por aquela ser a primeira vez que ela o ignorava, agora ela falava de um fora de uma outra pessoa, e que não era ele, todos riam, menos ele.
Foi quando ela olhou para ele, e mas uma vez não pode segurar o sentimento, e por um momento todos riram menos eles, ela perguntou algo sobre a empresa meio esnobando meio interessada, ele disse algo um pouco sem jeito, algo para ser engraçado, ela não riu, ela resolveu, que pelo menos dessa vez ela não riria das piadas dele, foi então que ela o respondeu um pouco brincando um pouco seria, e dessa vez ele desistiu, levantou-se disse algo, e não voltou, e só dessa vez ela riu, ele não.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A.M.A.R

Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.

Amanheço.

Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.

Tive sorte!

Eu sei que na fortuna dos filhos comilões tirei a sorte grande, o meu nasceu com apetite dobrado, herdado dos pais. Não sei se vcs sabem, mas sou gastrônoma, nasci dessa forma, porque sempre levei os sabores muito a sério, desde sempre e em todos os aspectos, inclusive no meu dia a dia a vida tem que ter sabor, ela de um modo geral tem que ser uma grande refeição alegre e animada, feito domingo de casa cheia, nada daquela comida rala, sem graça, sem vida e sem tempero. Porque a vida é passageira, e somos transitórios, então precisamos consumi-la! Meu filho come de tudo! come uma banana com a mesma alegria e satisfação de que come uma colherada de brigadeiro depois do almoço, mas só depois de raspar o prato cheio de feijão, legumes e carne, meu filho acha uma maçã tão saborosa quanto o bolo que eu faço. Uma tapioca com queijo, a segunda maravilha do mundo (perdendo só pro meu colo). E acho a interação dele com a comida bem saudável e muito bonita, tudo, dentro do que ele conhece e ...