Ela acordou, levantou-se, sentiu a cabeça pesada pela bebida que ela havia tomado ontem á noite, sentiu a consciência pesada por ter feito algo de errado e de não conseguir lembrar o que era, tomou seu café como sempre fazia nas manhãs de domingo, vendo TV, voltou ao quarto esforçou-se pra lembra, não conseguiu. Arrumou a cama, voltou a ver TV, estava ansiosa, mas pelo o quê? Não sabia, certemente seria a coisa que ela tinha feito ontem e não conseguia se recordar, ligou o computador, voltou para as antigas recordações, namorou o futuro do passado e tambem o passado completamente acabado, mas foi no passado imperfeito que ela sentiu uma fisgada de dor. Tomou uma decisão, pela primeira vez ela apenas ignoraria eles, elas, os passados, pensaria apenas no presente e um pouco no futuro, por que até mesmo pensar no futuro poderia ser perigoso. A ansiedade aumentou, mas pelo o quê? Meu Deus, ela não sabia que ela tanto queria. Desligou o computador, os seu desejos foram juntos, foi almoçar, tomar um copo d'guas para tentar se hidratar e quem sabe assim lembrar do que tinha acontecido na noite anterior, a pouca comida que tinha no seu prato havia sido deixada de lado pela angustia que essa ansiedade fazia nela, guardou a comida na geladeira, lavou as louças, foi se deitar, tentou lembrar, mas tudo que conseguia lembrar era dos copos, da festa, de um ou dois meninos que tinham iniciado uma conversa com ela, era inútil ela nunca conseguiria, queria nunca ter bebido, queria ter ficado sóbria, sóbria pra ver o que ela tinha feito e o por que dessa ansiedade, tentou dormir, não conseguiu, tentou conversa com as amigas, mas tudo era chato de mais, pensou até em perguntar pra elas o que ela tinha feito, mas setiu vergonha, só não sabia de que, de quem. Olhou para o celular na procura de uma ligação, qualquer coisa perdida, algo que ela não tivesse notado ainda. Era inútil. Inútil. Ela não encontraria a cura dessa ansiedade na lembrança da noite anterior, muito menos na festa de ontem, e causa e cura desse sentimento ela sabia muito bem onde e como tinha começado, ela apenas queria esquecer, lembrar que não valia tanto apena ,assim, sentir o que ela sentia quando o via. Mas isso ela nunca tinha conseguido fazer, nem mesmo nessa manhã de domingo onde ela tinha esquecido o porque dessa ansiedade.
Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.
Comentários