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As vezes por teimosia tentamos reviver uma historia, não sei quantas vezes ao longo desses anos eu procurei sentir aquela mesma felicidade, mas quando a gente vai envelhecendo, percebe-se ao longo do tempo que nada vai ser igual e que não há tempo que faça uma coisa que não aconteceu no passado, acontecer no futuro. Usei de vários caminhos, de varias vertentes, sacrifiquei muitas vezes o meu orgulho, engoli sapos, Viajei em musicas românticas e em historias de amor que não foram minhas, deixei de viver os meus romances por nunca ser inteiramente de uma pessoa, por desejar viver essa tal historia.
Agora me vejo sem destino, sem planos, quem eu sou? Eu me tornei exatamente a minha busca e quando eu parei de buscar não me tornei nada, tudo o que restou foi a vergonha de admitir para ele que eu desistir, vergonha pelo o quê? Vergonha por ter tentado tanto entrar na vida dele e agora que eu estou, não querer mais, simplesmente ir embora, deixá-lo para trás. Não que eu deva consideração a ele, não que eu deva ter amor por ele, e eu já não tenho, mas pela simples obrigação que eu me dispus a ter comigo mesma, de ser sempre a melhor pessoa possível. Mas eu me tornei passarinho e tenho que ir embora, eu também tenho essa obrigação comigo, a obrigação de me libertar.
Entre cartas comercias e cartas pessoais estou vivendo algo que eu lutei pra viver, mas que não quero mais, prefiro a liberdade dos sonhos que a prisão da realidade. Prefiro ser eu de corpo e alma, prefiro puder falar aquilo que quero falar na hora de quero dizer, não quero mais viver de sombras, não quero mais viver de esperanças, não quero mais viver de sonhos, não quero as duras realidades de um sonho forçado, quero algo meu, meu canto, meu destino, meu romance. E nem adianta tentar, lutar, vir atrás, sou bicho do mato, sou como uma fruta exótica, sou um bicho em extinção, eu sou aquela que ama e sou aquela que simplesmente sabe o que é e o que quer na mesma proporção das desilusões, e se você não soube me amar, me respeitar, me considerar ou apenas me compreender tão pouco merece o que eu sonhei pra você. É, eu vou embora.

Comentários

Omota disse…
Se o confessional dá um tom pra uma história, se as histórias precisam de tom pra existirem, se a confissão precisa se resumir a uma história... isso tudo se misturou nas dúvidas de quem já morreu de pensar.

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Amanheço.

Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.

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Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.
Era de manhã e o relógio de pulso ao seu lado marcava as horas, ia tictaqueando devagar, como se o tempo passasse menos por ele ser menor, tolice, no mundo do tempo tamanho não era documento, nem o tamanho do próprio tempo importava, ele estava ali e nada mudaria, ele apenas se repetiria em um outro tempo. Maria havia levantado cedo para estudar, claro que em todo percurso como era de costume, pensara nele e em todas as alternativas de contar-lhe, todas muito boas, na teoria, mas na verdade a pratica era outra, Maria tinha um compromisso quase cívico em não se apaixonar por ele de novo, e ela honrava esse compromisso, pelo menos da boca pra fora e fazia isso com muito sucesso. Antes de ir pra faculdade, Maria seguia pela penumbra dos rastros dele, mensagens que a fizesse ter mais coragem ou pior, desistir, quase sempre nessas pesquisas matinais ela descobria algo que matava um pouco da coragem dela, e ela todo dia desistia e sentia coragem, era assim desdo inicio. Quando chegou na aula...