A minha vida anda muito abandonada, não que eu tenha deixado os meus planos em segundo plano, na verdade não, eles estão se realizando até, mas tem uma parte dela que eu perdi a mão. Talvez eu tenha começado errado o texto, ela nao está abandonada está na realidade fora de controle, o que ao meu ver é muito pior. Perdi o controle da minha vida.
Não sei como começar, porque faz tempo que eu tenho deixado de escrever aqui o que de fato anda acontecendo comigo, nem sei se é de interesse alheio saber das minhas angustia, dores e alegrias, ok, eu realmente sei que não é de interesse de ninguém e o que eu escrevia anteriormente era apenas pra mim e pra um amor, que graças a Deus ja está morto e enterrado.
Agora não, agora eu escrevo para um amor de verdade, um amor que de tão real pode-se carregar dentro da bolsa, um amor que está estampado no meu rosto, no meu corpo e na minha alma, e em quando não... no meu choro, mas choro de saudades e medo.
Foi exatamente ai que a vida saiu do controle, porque esse medo dessas saudades me fazem perder o rumo, o que anteriormente era certeza agora é incerteza, o terreno plano do meu jardim se tornou uma floresta de colinas, e não sei onde pisar ou em qual colina ele escolheu se esconder.
O que eu sei mesmo é que eu tenho amor, e que dessa vez ele é de verdade, porque nao há outros, não há mais interesses secundários, porque nesse mundo desvairado não pertenço nem mais a mim so a ele.
E a paciência que adquirir nas paixões fantasiadas de amores, nos carnavais de outrora, eu uso agora. Vou espera-lo, vou esperar até quando o sol dele apagar e a minha lua se tornar estrela, vou esperar pelo nosso eclipse, porque se com ele eu nao descobri o amor, se com ele eu finalmente nao vivi o amor, então nao existe o amor. E digo isso por conhecimento de causa, ja fingi amar muita gente, ja me apaixonei por muita gente, ja me entreguei pra muita gente sem saber que amor, amor mesmo, a gente divide e guarda dentro de si pra sempre, porque ele é tão forte que é palpável, tem forma e se você quiser pode até levar dentro da bolsa, o meu... eu levo no coração.
Comentários