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Se ela o visse, se ela o tocasse de novo ela contaria do que ela era agora, falaria dessa dor que doia sem saber onde, lhe diria de cada dia que foi sem ter ele aqui.
"Lembra de como eramos pra sempre naquelas duas semanas antes de tu ir? Lembra de como era o nosso amor? Lembro-me que tu sentia tanto ciúmes de mim, as vezes eu acho que tu achava que eu era um pássaro, melhor uma larva e que quando eu me transformasse em borboleta eu iria embora, bem, agora eu sou borboleta e você nao tá aqui pra ver as cores das minhas asas, se bem que, nao tenho certeza se eu tenho asas e se tivesse eu não saberia pra onde voar. Dizem que borboleta so vive um dia, talvez você nunca me veja borboleta e eu fico triste por isso, porque se tem uma coisa que gostaria de fazer antes de morrer, era te ver uma linda borboleta, amarela com vermelha, porque eu tenho certeza que você nao voaria pra longe, você ficaria no meu jardim e acharia lindo morar nele. mas também nao tenho tanta certeza se você viraria uma borboleta, talvez você seja um pássaro, daqueles que comem borboletas. Talvez nem eu seja borboleta, talvez eu seja uma larva que você comeu antes mesmo de ir pro casulo"

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Amanheço.

Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.

A.M.A.R

Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.
Era de manhã e o relógio de pulso ao seu lado marcava as horas, ia tictaqueando devagar, como se o tempo passasse menos por ele ser menor, tolice, no mundo do tempo tamanho não era documento, nem o tamanho do próprio tempo importava, ele estava ali e nada mudaria, ele apenas se repetiria em um outro tempo. Maria havia levantado cedo para estudar, claro que em todo percurso como era de costume, pensara nele e em todas as alternativas de contar-lhe, todas muito boas, na teoria, mas na verdade a pratica era outra, Maria tinha um compromisso quase cívico em não se apaixonar por ele de novo, e ela honrava esse compromisso, pelo menos da boca pra fora e fazia isso com muito sucesso. Antes de ir pra faculdade, Maria seguia pela penumbra dos rastros dele, mensagens que a fizesse ter mais coragem ou pior, desistir, quase sempre nessas pesquisas matinais ela descobria algo que matava um pouco da coragem dela, e ela todo dia desistia e sentia coragem, era assim desdo inicio. Quando chegou na aula...