Passei muito tempo me perguntando: "como fulaninha agiria nessa situação?" Passei muito tempo querendo ser igual as pessoas que eu tinha como um ideal.
Escrevo isso de ressaca, fisica e mental, dessas minhas férias de mim mesma. Eu não sou o que demonstro ser hoje, mas tambem não sou o oposto.
Na verdade eu sempre vivi nessa linha tênue, entre me perder completamente e me comportar completamente. Acho que me perdi. O importante foi que me perdi pra me achar, não que o meu fígado tenha gostado desses momentos ou que as pessoas que se apaixonaram por mim tambem tenham curtido, mas tinha que tirar férias daquilo que eu chamava de: viver sempre na retidão.
Não que antigamente eu não fizesse besteira, mas antigamente essas besteiras modificavam ou me afetavam de maneira incisiva, agora só me afeta aquilo que realmente tem valor.
Bom, o que eu posso dizer dessas férias é que eu vivi todos os sentimentos, que pela primeira vez demonstrei aquilo que eu sentia, que eu briguei por aquilo que eu queria, que eu fui atras dos meus desejos, por mais fugazes, e sempre eram, que pudessem ser.
Desculpa as pessoas que eu envolvi nesse meu emaranhado, das situações constrangedoras, das brigas públicas, do meu falar sem pudor algum, quer dizer, da minha completa falta de pudor. Eu aprendi a ter confiança em mim, naquilo que eu sou, nas minhas escolhas, adquiri a consciência de que ninguem tem o poder de me deixar mal, a não ser eu mesma. Que qualquer que seja o problema, ele adquire o tamanho que você escolhe dar pra ele. Que viver como um suspiro, um impulso é importante as vezes.
Me despeço dessa vida de boêmia, de paixões, de porres e bebedeiras, de completa falta de pudor, não que eu vá mudar instantaneamente, e voltar a ser o que era antes, mas sei que dentro de mim já se inicia outro processo, talvez seja o equilíbrio que eu tanto busco.
Um brinde as minhas férias de 2011, um brinde a mim, e um brinde por aprender que ninguem é tão ou mais importante que eu.
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