Pular para o conteúdo principal

Férias




Passei muito tempo me perguntando: "como fulaninha agiria nessa situação?" Passei muito tempo querendo ser igual as pessoas que eu tinha como um ideal.

Escrevo isso de ressaca, fisica e mental, dessas minhas férias de mim mesma. Eu não sou o que demonstro ser hoje, mas tambem não sou o oposto.
Na verdade eu sempre vivi nessa linha tênue, entre me perder completamente e me comportar completamente. Acho que me perdi. O importante foi que me perdi pra me achar, não que o meu fígado tenha gostado desses momentos ou que as pessoas que se apaixonaram por mim tambem tenham curtido, mas tinha que tirar férias daquilo que eu chamava de: viver sempre na retidão.
Não que antigamente eu não fizesse besteira, mas antigamente essas besteiras modificavam ou me afetavam de maneira incisiva, agora só me afeta aquilo que realmente tem valor.
Bom, o que eu posso dizer dessas férias é que eu vivi todos os sentimentos, que pela primeira vez demonstrei aquilo que eu sentia, que eu briguei por aquilo que eu queria, que eu fui atras dos meus desejos, por mais fugazes, e sempre eram, que pudessem ser.
Desculpa as pessoas que eu envolvi nesse meu emaranhado, das situações constrangedoras, das brigas públicas, do meu falar sem pudor algum, quer dizer, da minha completa falta de pudor. Eu aprendi a ter confiança em mim, naquilo que eu sou, nas minhas escolhas, adquiri a consciência de que ninguem tem o poder de me deixar mal, a não ser eu mesma. Que qualquer que seja o problema, ele adquire o tamanho que você escolhe dar pra ele. Que viver como um suspiro, um impulso é importante as vezes.
Me despeço dessa vida de boêmia, de paixões, de porres e bebedeiras, de completa falta de pudor, não que eu vá mudar instantaneamente, e voltar a ser o que era antes, mas sei que dentro de mim já se inicia outro processo, talvez seja o equilíbrio que eu tanto busco.
Um brinde as minhas férias de 2011, um brinde a mim, e um brinde por aprender que ninguem é tão ou mais importante que eu.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A.M.A.R

Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.

Amanheço.

Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.

Tive sorte!

Eu sei que na fortuna dos filhos comilões tirei a sorte grande, o meu nasceu com apetite dobrado, herdado dos pais. Não sei se vcs sabem, mas sou gastrônoma, nasci dessa forma, porque sempre levei os sabores muito a sério, desde sempre e em todos os aspectos, inclusive no meu dia a dia a vida tem que ter sabor, ela de um modo geral tem que ser uma grande refeição alegre e animada, feito domingo de casa cheia, nada daquela comida rala, sem graça, sem vida e sem tempero. Porque a vida é passageira, e somos transitórios, então precisamos consumi-la! Meu filho come de tudo! come uma banana com a mesma alegria e satisfação de que come uma colherada de brigadeiro depois do almoço, mas só depois de raspar o prato cheio de feijão, legumes e carne, meu filho acha uma maçã tão saborosa quanto o bolo que eu faço. Uma tapioca com queijo, a segunda maravilha do mundo (perdendo só pro meu colo). E acho a interação dele com a comida bem saudável e muito bonita, tudo, dentro do que ele conhece e ...