Esse ano, e agora posso falar dele com algum determinismo, foi o melhor da minha vida, posso citar milhões de coisas que o fizeram ser bom, que o fizeram com que ele mudasse completamente o minha vida. Tudo bem piegas, isso que eu estou escrevendo, e talvez bem repetitivo, já devo ter dito isso antes ao vivo ou em outros textos, para tantas outras pessoas, mas tenho que manter a minha tradição do balanço geral do fim de ano.
Nesse ano aprendi sobre mim, não tudo que eu devo saber ainda, mas boa parte, posso dizer sem medo de errar que amadureci, sentimentalmente falando, profissionalmente falando e socialmente falando. Posso citar 3 lulus diferentes do inicio do ano para cá, uma completamente insegura, uma completamente louca e outra completamente mulher.
A primeira é fácil perceber, estive sendo ela há mais tempo que eu fui as outras, é só ler nos meus textos para perceber essa insegurança. A segunda é a mais divertida, claro, a louca me fez ver os meus limites, me fez enxergar a alegria da vida e me fez errar bastante, acho que no período que eu a vivi não me permiti sentir nada por ninguem, apenas por mim mesma e por isso aprendi bastante, mas a última é a que mais amo. É a que eu mais gosto de ter me tornado.
Ainda sou insegura, afinal que ser humano não é? Quando algo é importante todos tem medo de perder, de errar, de ser arrepender, eu tenho medo, mas não deixo de falar, se gosto digo, se não gosto digo, apesar de que eu aprendi recentemente que qualquer que seja a sua opção de falar ou não, sempre irá gerar um ruído. Já a louca ela ainda tá aqui, e graças a Deus, ela me faz ser isso de felicidade, de sair, de me divertir, de ser eu mesma por mais louca que possa parecer, acho até que a que mais transparece pro mundo, A LOUCA ainda é forte em mim, mas a mulher me equilibra, ela me faz olhar os meus planos a longo prazo, e a curto também, me faz desejar realizar os meus sonhos e a me manter aquilibrada, poucas são as pessoas que chegam de fato a conhecê-la, ela é o meu eu, não posso mostrar pro mundo despida, de qualquer forma, não posso mostrar o quão sério e consistente são os meus sonhos, não pra qualquer um, a qualquer hora. Ela se mostra gradativamente. Entre uma frase e outra.
2011 foi um ano de transformações, segunda a belle, passei por mudanças visíveis, tanto físicas como internas. Foi um ano difícil, mas gratificante e que 2012 seja melhor, não no sentido de mudanças, apesar de que para eu me tornar a pessoa que eu quero me tornar ainda tenham que haver algumas. Em 2012 eu quero começar a construir o meu futuro, um trabalho, minha gastronomia, um namorado, tudo sério, sem brincadeiras, sem loucuras (destrutivas, apenas construtivas! ahaha), quero começar a construir o meu sonho de ter uma casa grande, filhos correndo e muitos amigos comendo. E esse sonho eu só partilho, porque nunca foi segredo, ele me define. Então que venha 2012, sendo ou não o fim do mundo, que ele venha e que o início da minha vida adulta comece.

Comentários