Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2016

Tive sorte!

Eu sei que na fortuna dos filhos comilões tirei a sorte grande, o meu nasceu com apetite dobrado, herdado dos pais. Não sei se vcs sabem, mas sou gastrônoma, nasci dessa forma, porque sempre levei os sabores muito a sério, desde sempre e em todos os aspectos, inclusive no meu dia a dia a vida tem que ter sabor, ela de um modo geral tem que ser uma grande refeição alegre e animada, feito domingo de casa cheia, nada daquela comida rala, sem graça, sem vida e sem tempero. Porque a vida é passageira, e somos transitórios, então precisamos consumi-la! Meu filho come de tudo! come uma banana com a mesma alegria e satisfação de que come uma colherada de brigadeiro depois do almoço, mas só depois de raspar o prato cheio de feijão, legumes e carne, meu filho acha uma maçã tão saborosa quanto o bolo que eu faço. Uma tapioca com queijo, a segunda maravilha do mundo (perdendo só pro meu colo). E acho a interação dele com a comida bem saudável e muito bonita, tudo, dentro do que ele conhece e ...
O estranho é perceber que não há nenhum sentimento, que nunca houve!! Entender que não era amor, que nunca foi paixão e que talvez tenha sido desejo, mas também duvido que tenha sido de fato algo que se traduzisse em carne.  Mas acontece que mesmo sabendo disso tudo, eu não consigo deixar ir embora, claramente não quero permanecer e nem sei se algum dia eu quis, mas também não estou sendo capaz de deixar. Deve ser algum comportamento autodestrutivo que adquiri com o tempo, me apaguei a uma ideia que não existe e me esforço para fazê-la existir. Talvez escrevendo fique mais real para mim, porque se eu não quis no passado, e claramente nunca teria sido uma possibilidade, o que mudou agora no presente, o que me fez querer e o que me faz insistir? Obviamente não é por ele. Arrisco a dizer que nada nessa história aconteceu por ele ser ele, mas apenas por essa ideia obsessiva que nasceu aqui dentro. Essa vontade de que acontecesse algo, uma história minimamente romântica. Pode...

Sobre terminos!

É engraçado né?! o quanto eu acho surpreendente esse sentimento, esse de termino. Ele é para mim completamente libertador,  autoritário e contraditório. Não que eu não esteja dentro de mim, em algum lugar, triste, estou! Chorei por algum tempo o que eu não chorava em alguns anos e esse choro foi reconfortante! Contudo o sentimento nascente de termino secou o rio de angustia e deu oportunidade a tranquila e encantadora paz! Explico-me! Sentir o termino de algo, e compreende-lo como a melhor decisão tomada compreende também em se libertar de algo que não era bom! Obvio que existe um luto, mas em algum lugar aqui dentro há alguem tomando um porre, ouvindo as mais sordidas musicas de terminos de relacionamento e comemorando! Sim! comemorando! Comemorando primeiro a oportunidade de viver, sentir, e de escolher me relacionar com alguem e fazê-lo! Porém... a cima de tudo de não ter esquicido o que eu essencialmente já havia aprendido: Só permaneça com alguem, se esse alguem valer a p...

Do momento presente. :)

De modo geral eu estou bem, pensei que sairia mais ferida e dolorida das minhas próprias expectativas, mas incontrolavelmente tudo tem se encaixado. E como em uma sinfonia, cada coisa tem acontecido exatamente como deveria estar acontecendo. As palavras, os momentos, até mesmo caos e isso é reconfortante, me faz querer continuar, mas talvez não a permanecer! As experimentações nos fazem conhecer a nós mesmos. Diz a esfinge, "conhece-te a ti mesmo", e tentando solucionar o enigma, vou seguindo, quem sabe pra aonde eu consiga ter paz e ser verdadeiramente feliz, encontrar um lar dentro de um abraço, me reconheci não só a mim, mas o outro em mim, e gostar dessa experiencia. Hoje, não tem angustia, não tem o medo de não saber o que a outra pessoa possa estar sentindo, aqui desse lado de cá só tem uma certeza, que a vida tem sido vivida e que alem disso ela tem se mostrado boa. E cheia de futuros bonitos

Quando a felicidade não nos pertence.

Tem um tempo já, que venho me sentindo embriagada a meio aos meus próprios sentimentos, e depois dessa virada de ano (da minha virada de ano), parece que tudo aqui dentro deu uma entornada, o caldo do sentir transbordou e de tão morno me assustou. Assustou porque ainda não descobri  como qualificar as coisas em boas ou ruins, ou por entender que esse dualismo de fato não exista, é tudo tão intimamente emaranhado que fica  dificil classificar, ainda mais assim, de maneira tão simples. Então o que fazer com o anseio do meu ser de classificar e ter o controle de tudo que sinto/sou? o que fazer diante a complexidade dos fatos e da certeza de que existem coisas na vida que me assustam por não conseguir ter a falsa ideia de que posso dominá-las? O que fazer quando isso tudo aqui vira essa ansiedade e me inquieta? Talvez apenas isso: escrever! E aqui estou. Vim porque o morno me assustou, e quando escrevo que o morno surpreendeu, não avali-o de modo pejorativo, pra muitos o mo...
Sobre sair só. Sempre gostei da minha individualidade, de me ter como companhia e de me sentir bem com isso, daí que desde o dia em que o Vinícius nasceu, até hoje, eu tinha tido dificuldade de fazer isso. Sair só. Um grande tabu para muitos, pra mim, um alento para alma. E Como é bom, sentar e pensar em trivialidades, ouvir a conversa alheia e escrever, sobretudo escrever. Escrever sobre as banalidades da vida, da conversa da mesa de bar. Talvez a saudades maior tenha sido essa, da liberdade de escritora, e de me ser o que quiser, inclusive solidão. E como eu gosto dessa solidão, solidão eleita, que me faz ser um pouco mais eu, essencialmente eu, somente eu. Talvez, hoje, seja um recomeço da mulher, da fêmea que outrora eu fui. A resistência do amor que reside em mim, e quem nem de todo é apenas materno, mas que é humano, visceral e mata. Da mulher bela, sem pudor e que vive nua!