Ela havia acordada assustada com esse sentimento... essa angustia, essa vontade de ter, e saber que por uns instantes teve, olhou para o passado e viu tudo que eles já tinham vivido, cada palavra dita, cada olhar dado, cada mágoa sofrida e cada sorriso arrancado. Teve medo, sentira um medo que ela nunca poderia explicar, por que a hitória deles por si nao tinha explicaçao, ate o inicio tinha sido daquelas maneiras que se ver em grandes hitórias de amor. Olhando em volta, querendo gritar, ela se conteve, preferiu apenas esperar, como já havia feito antes, como ainda faz agora. Na verdade ela meio que tinha receio de que o amor dela chagasse aos ouvidos dele... ele já eram uma velha cançao que hj já nao tinha mais o direito de ser tocada e ouvida... novamente ela havia se lembrado de ontem... e novamente ela sentiu que nunca iria tê-lo por completo, ela o teria pouco a pouco como sempre tivera e como sempre quisera ter, e desses poucos um dia ela o teria como mais completa imagem do seu amor, isso a vida ja tinha dado um jeitinho de mostrar a ela. Isso era a sua unica certeza.
Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.
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