Fazia tempo, muito tempo que ela nao se sentia assim, desse jeito sem chão, sem saber o que fazer ou o que falar, tentou nao pensar por muito tempo o que aquilo significava na realidade, tentou por muito tempo achar que aquilo so era brincadeira, mas de repente a brincadeira tinha ficado seria de mais, e as mesmas regras nao podiam mais ser usadas, foi entao que ela resoveu escrever, afinal aquilo que o seu mundo nao podia compreender ela tentava de alguma forma transformar em palavras. Já nao mais sentia ausencia, nem muito menos uma falta daquilo que ela nao tinha tido. Esse sentimento era novo, era bom e ruim ao mesmo tempo, mas por ser novo ela ainda nao sabia lidar com ele, nao que ela soubesse lidar com a ausencia, com isso ela nunca tinha apredido a lidar, mas esse sentimento era diferente ate de ser compreendido, por que ele era a propria contradiçao dela, o querer e o nao querer, o fingir que deseja e nao desejar, ela sempre fora transparente nos seus sentimentos, mas nesse nao, nesse eh tudo em meio a brincadeiras, o nao dito e o dito, entre palavras que nao podiam ser consideradas verdades, mas que de alguma maneira são cheias de delas.
Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.
Comentários
Como estas?!
(E que fique entre a gente: eu também estou fingindo algo que não queria.. foda!)