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Fazia tempo, muito tempo que ela nao se sentia assim, desse jeito sem chão, sem saber o que fazer ou o que falar, tentou nao pensar por muito tempo o que aquilo significava na realidade, tentou por muito tempo achar que aquilo so era brincadeira, mas de repente a brincadeira tinha ficado seria de mais, e as mesmas regras nao podiam mais ser usadas, foi entao que ela resoveu escrever, afinal aquilo que o seu mundo nao podia compreender ela tentava de alguma forma transformar em palavras. Já nao mais sentia ausencia, nem muito menos uma falta daquilo que ela nao tinha tido. Esse sentimento era novo, era bom e ruim ao mesmo tempo, mas por ser novo ela ainda nao sabia lidar com ele, nao que ela soubesse lidar com a ausencia, com isso ela nunca tinha apredido a lidar, mas esse sentimento era diferente ate de ser compreendido, por que ele era a propria contradiçao dela, o querer e o nao querer, o fingir que deseja e nao desejar, ela sempre fora transparente nos seus sentimentos, mas nesse nao, nesse eh tudo em meio a brincadeiras, o nao dito e o dito, entre palavras que nao podiam ser consideradas verdades, mas que de alguma maneira são cheias de delas.

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Nunca mais havia vindo por aqui...

Como estas?!

(E que fique entre a gente: eu também estou fingindo algo que não queria.. foda!)

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Amanheço.

Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.

A.M.A.R

Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.
Era de manhã e o relógio de pulso ao seu lado marcava as horas, ia tictaqueando devagar, como se o tempo passasse menos por ele ser menor, tolice, no mundo do tempo tamanho não era documento, nem o tamanho do próprio tempo importava, ele estava ali e nada mudaria, ele apenas se repetiria em um outro tempo. Maria havia levantado cedo para estudar, claro que em todo percurso como era de costume, pensara nele e em todas as alternativas de contar-lhe, todas muito boas, na teoria, mas na verdade a pratica era outra, Maria tinha um compromisso quase cívico em não se apaixonar por ele de novo, e ela honrava esse compromisso, pelo menos da boca pra fora e fazia isso com muito sucesso. Antes de ir pra faculdade, Maria seguia pela penumbra dos rastros dele, mensagens que a fizesse ter mais coragem ou pior, desistir, quase sempre nessas pesquisas matinais ela descobria algo que matava um pouco da coragem dela, e ela todo dia desistia e sentia coragem, era assim desdo inicio. Quando chegou na aula...