Pular para o conteúdo principal
Se me olhassem agora me veriam patetica, escrevendo atras de terceiras pessoas o que eu sinto, ou pior, nao mais conseguindo escrever o que antes de mim saia tão facilmente, antes eu me achava lamentavel por escrever tantas vezes, agora me acho fraca pq eu escolhi nao escrever mais, mesmo tendo tanto pra dizer.
mas devo acrescentar que tudo o que eu fiz foi mentir que nao escrevia, passei a canalizar os meus sentimentos para outros textos, aqueles, tipo... de leitura da alma.. fiz uns tres, cada qual com uma emoçao deferente.. cada qual por um motivo diferente, um deles foi por amor.

e agora, ela lia a minha propria alma.

Ela, uma mulher como a lua... não foi à toa que ela escolheu esse nome para o seu blog... quando ela ouviu o poema pela primeira vez foi com se alguem de uma forma encantadora falasse dela, ela se via na lua, um dia desses quase que batia o carro admirando-a. Inconstante de mais, as vezes cheia dessa vida e de longe quando a olhavam parecia estar sorindo, mas quando na verdade ela estava era chorando... dependia de qual angulo a viam...
ela era isso, uma montanha russa de emoçoes, as vezes parecia está alcoolizada, nao percebia nada, por outras era como se tivesse tomado todas as drogas que ativavam os sentidos.
Foi em um desses dias que ela sentiu novamente o que ela ja previa senti... nao falarei do amor, darei outro nome pra isso. a angustia de quem sofre sorrindo.
foi assim, como se nesse dia o alcool tivesse em falta e ela sentindo uma overdose das outras drogas, qualquer movimento que a angustia de quem sofre sorrindo fizesse era maior que deveria ser, qualquer sorriso que a angustia desse tocava mais profundamente na alma do qualquer outro.
E ele o causador da angustia de quem sofre sorrindo, ainda nao sabe desse amor, mas qual? ele tem tantos amores que ela prefere se angustiar calada e sofrendo sorrindo, sem falar pra ninguem o pq dessa tristeza clara e lucida de amor.








:: Soneto do Orfeu - Vinicius de Moraes


São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida

E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher

Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita

Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Amanheço.

Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.

A.M.A.R

Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.
Era de manhã e o relógio de pulso ao seu lado marcava as horas, ia tictaqueando devagar, como se o tempo passasse menos por ele ser menor, tolice, no mundo do tempo tamanho não era documento, nem o tamanho do próprio tempo importava, ele estava ali e nada mudaria, ele apenas se repetiria em um outro tempo. Maria havia levantado cedo para estudar, claro que em todo percurso como era de costume, pensara nele e em todas as alternativas de contar-lhe, todas muito boas, na teoria, mas na verdade a pratica era outra, Maria tinha um compromisso quase cívico em não se apaixonar por ele de novo, e ela honrava esse compromisso, pelo menos da boca pra fora e fazia isso com muito sucesso. Antes de ir pra faculdade, Maria seguia pela penumbra dos rastros dele, mensagens que a fizesse ter mais coragem ou pior, desistir, quase sempre nessas pesquisas matinais ela descobria algo que matava um pouco da coragem dela, e ela todo dia desistia e sentia coragem, era assim desdo inicio. Quando chegou na aula...