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Deus, como ela era boba, já nem criança era mais, lembrava de quando ela conseguia falar o quanto queria amar e amava mesmo quando diziam que não queriam ama-la. Lembrava disso com um saudosismo quase latente, e era impertinente agora, sonhar.
Fechava os olhos e com o coração na mão o via, menino malino, as vezes inocentino, as vezes só menino brincado de pular. E ah! como pulava, era como macaco que de galho em galho não sabia mais onde queria morar. E ela, moça crescida ficava olhando apenas na esperança de não amar, mas nesses devaneios o que não faltava era a vontade de contar, Contar que amava, que sabia e que esperava quem sabe um dia ele retornar.
E se não voltasse que ele soubesse que ela iria procurar, sem saber onde, nos mares e rios, nas cidades e nos países só com a esperança de um dia ele querer beijar.
Ela tinha que ser criança e retornar a brincar, porque quem sabe assim, com a inocência de menina que descobre ainda pequena o que é gostar fosse mais fácil olhar nos olhos dele e falar: moço, apesar de nunca demonstrar tudo o que queria era te namorar.


Texto rimados são meios tosco, principalmente quando nao se sabe rirmar.
:D

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