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O jeito de acordar, a maneira de falar, a expressão do rosto, um sorriso torto, uma palavra maldosa, um assunto despudorado e a própria falta de pudor. Ela mudou, sim, se houvesse uma única coisa para falar de 2009 foi que ela mudou. De amorosa e carinhosa para uma louca sem sentimentos, de filhos gordinhos e marido sarado, para uma solteirona inveterada, das buscas de amores infinitos e impossíveis para amores momentânios e prazerosos, do sofrimento para a alegria. Da dor para a paz.
E ela não se tornou alguém ruim, no inicio ela até pensou que tinha se tornada alguém ruim e sem carater, mas quer saber?!?! Ela depois pensou e viu que ela tinha se tornado humana e que agora não queria mais parecer com o divino, aprendeu a ferir premeditadamente, a se apaixonar sem envolver sentimentos e a iludir, ela aprendeu que 1+1 nem sempre são 2, quase sempre são 3 ou 4, mas que nem todos sabem de todos, porem sempre tem 1 que sabe dos 4. É assim a lei da vida, viver sem se preocupar com o sofrimento alheio, Ela tinha sofrido a vida toda por amor, lindos amores de meia hora de duração mutua e lindos amores de dois anos de duração única. amor de contra-mão. amor de mão única. E amor que faz você viver pensando que existe mais de uma chance, não há mais de uma chance, o amor é um jogo de uma rodada só e depois que acaba a rodada nem por obséquio o amor existe, mas sempre tem um perdedor que fica pensando como seria se ele mudasse parte das cartadas. sem as partes não há o todo, apenas o resto.
Ela mudou porque viu que amar não é nem de longe um elogio, mudou porque um dia se ela amar de novo quer que seja serio, não uma criança achando que o amor é perfeito e belo, mudou porque no mundo ou muda o que sente ou se sente fora de um mundo real, mudou pra sentir o controle da vida dela, para ser racional e inteligente, porque ficar chorando nos cantos pedindo para começar a viver um grande amor não faz o amor convidativo a ser dividido, amor só vai de um lado para o outro para quem sabe que o amor não é uma luta diária de mão única ou de contra mão. Ela mudou para sentir que um sorriso pode ser só dela de vez em quando e que a felicidade não dependem de ninguém que não ela. Ela mudou para ser livre.

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