Pular para o conteúdo principal
Perdão, eu pequei.
Mas eu aconselho a todos que pequem junto comigo, o perdão vem depois.
Depois mesmo vem a ressaca da festa do dia anterior, e a ressaca vem com uma fisgada inevitável do prazer de ter cometido a gula, (excesso de bebida) e das suas consequências inebriantes, se eu pudesse aconselhar a todos que me lêem aqui, eu diria que uma vez por mês pequem, mas só para entenderem o que o significa viver.

Era dia? não lembro, só lembro que era festa e a juventude entrava a cada gole que eu tomava da cerveja, a festa tinha apenas começado e a noite ia ser longa, ou seria dia? eu realmente não lembro, me esforço para que os fato sejam coerentes para que eu encontre algo que os una e me leve a entender porque a festa me fez terminar ao lado dele, em uma noite em que a lua invadiu e me fez cheia de pudor. Era quase perfeito, mas perfeito mesmo foi quando ele sorriu, ele era amigo e ja tinha sido paquera. Pecamos, ou será que vivemos o prazer? não importa, o que aconteceu no dia da festa foi uma celebração à vida, à alegria e à linda e bela vantagem de sermos jovens, inconsequentes e felizes, e no fim de tudo o que nos restas são os pecados. As vezes é bom fazer com que a vida seja apenas vida e nada mais.

Eu pequei e o perdão veio com a ressaca da festa, nada mais punitivo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Amanheço.

Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.

A.M.A.R

Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.
Era de manhã e o relógio de pulso ao seu lado marcava as horas, ia tictaqueando devagar, como se o tempo passasse menos por ele ser menor, tolice, no mundo do tempo tamanho não era documento, nem o tamanho do próprio tempo importava, ele estava ali e nada mudaria, ele apenas se repetiria em um outro tempo. Maria havia levantado cedo para estudar, claro que em todo percurso como era de costume, pensara nele e em todas as alternativas de contar-lhe, todas muito boas, na teoria, mas na verdade a pratica era outra, Maria tinha um compromisso quase cívico em não se apaixonar por ele de novo, e ela honrava esse compromisso, pelo menos da boca pra fora e fazia isso com muito sucesso. Antes de ir pra faculdade, Maria seguia pela penumbra dos rastros dele, mensagens que a fizesse ter mais coragem ou pior, desistir, quase sempre nessas pesquisas matinais ela descobria algo que matava um pouco da coragem dela, e ela todo dia desistia e sentia coragem, era assim desdo inicio. Quando chegou na aula...