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Mostrando postagens de dezembro, 2008
Se eu escreve que eu nunca amei ninguém eu seria convincente? não importa.. eu escrevo aqui, agora, pra todos lerem. EU NUNCA AMEI NINGUÉM. a não ser apenas a minha vontade de vivenciar o amor! se eu já tivesse amado eu não escreveria tão bem sobre amor, eu viveria o amor. E isso é fato. E o natal passou, fazem exatos 19 anos que ele não vem no próprio aniversario, eu deveria desistir de fazer uma festa?
Passei um bom tempo com um unico projeto e uma unica certeza, depois de tanto revisar, analisar, buscar, repensar e todos os outras Sar's que cabem aqui eu desisti, as vezes desistir é a unica coisa sensata que se tem a fazer, claro que você sempre desiste com uma ponta de esperança que o projeto aconteça mesmo depois de desistido, mas nao importa, eu desisti. Não pode insistir naquilo que não cabe na realidade da vida, mesmo que esse projeto seja o amor que você sente por alguem, claro que quando voce desiste de ser amada e de amar, nao desiste obviamente, de sentir o amor, esse vem querendo ou não. Eu sempre achei que fugir era um ato de coragem, e eu nunca tive coragem de faze-lo, deixar para tras aquilo que me aflingia mesmo sabendo que um dia isso acabaria comigo. eu persisti até ver o fim da minha esperança acontecer. agora eu deixo para trás o maior amor que eu ja senti na minha vida. "Por você eu faria isso mil vezes." Até a verdade se abater por mim em uma mesa ...
A criançada brincava, o menino não, ele olhava a cidade na qual ele havia crescido por um pedaço de vidro, a cidade ficava para trás e ele sorria sem remorsos ou emoções, agora, pensava ele, estava indo ser feliz. na sua mala levava pouca coisa, umas mudas de roupa e uns calçados gastos pelo sol do Sertão, mas era o coração que deixava qualquer peso na mala leve, era a leveza da coragem. A viagem programada, os destinos intercrusados uma voz de homem e a voz do menino, trocaram palavras e trocaram destino, trocaram roupagem, quem era o velho? Mirrado e malino o menino dizia que na sua vida a esperança era a outra vida que viria agora, o presente e o passado não tinham futuro. A voz do menino, da criança magra de tornava grave a cada justificativa que dava ao homem já barbado. o homem não entendia, mas a criança viajava só, e só fazia a atravessia que mudaria a sua vida. Conversaram sobre qualquer coisa que tentasse explicar aquele menino indo embora da sua gente e da sua terra,...
Lembrei-me de uma musica que amava quando era criança, e me perguntei se desde pequena eu saberia que amaria assim um dia, porque é uma musica que é incoerente ser apreciada por uma criança, feito eu na época, agora nem mais lembro-me Tao bem da letra e já estava esquecida da melodia. Mas fez parte das minha paixões juvenis quando eu gostava de achar que tudo era mais simples e mais sincero do que realmente era. um sorriso já me bastava, agora, eu quero tudo. uma triste modinha, que me dizia a tristeza de amar e eu naquela época sabia amar.
Maria olhava a janela que não olhava nada, sentia apenas uma vontade de olhar, como se aquele movimento, aquele gesto, significasse alguma coisa. olhava para entender o que não estava acontecendo naquele momento. Sentimentos que são tantas vezes sentidos deveriam estarem gastos, mas parece que quanto mais se sente, mais se sente mais ainda, Maria já havia se cansando de não entender porque estava sentindo. Ela na sua liberdade totalmente presa, se libertava justamente aonde não podia voar, na janela. O ambiente em sua volta clamava pela sua atenção, qualquer movimento que fizessem como dito a cima era em vão, só em um movimento ela reparava, que era o movimento da própria janela, estática, como ela. Maria queria que o momento chegasse, mas que momento? saberia ela como agir caso ele chegasse? Era como na poesia de Drummond, o garoto que tinha medo de não saber o que fazer na hora de fazer, assim se sentia Maria, esperava tanto por aquela situação sem nome, que o nome do sentimento que ...
A ávida vontade de escrever. contar sem dizer com palavras o que me embrulha o estômago, alem da ressaca, claro. Ela dês das 7hrs da manhã planejava escrever, mas algo dentro de si mandava ela dormir um pouco mais, ela obedeceu, mas a vontade não passou. depois de falar dela e de mim falarei o que ocorreu. Cansei-me dessa vida ou ela se cansou, acho inclusive que foi ela, ela sempre foi sentimental e sempre quis algo alem de uma noite com alguém semnomesentimento. Eu que sempre fui contra, os meus desejos feministas transpassava o direito de viver minha sexualidade por completo. Nessa intransmutável luta, ela venceu e eu agora sinto uma fisgada de dor por todos de quem eu me aproveitei. digo aproveitei, porque nunca quis estar ali de verdade, sempre os usei para esquecer uma outra fisgada de dor, mas essa é outra historia. Beijar outras bocas, dizer outros nomes, dançar com outra pessoas, procurar outros amores, outras paixões, acho que essa minha vadiagem boemica tem os dias contados,...
Achei esse texto tao meu que eu tive que colocar aqui, até tentei escrever um sobre mim, mas invadia de mais a minha provacidade e eu sempre apagava, então deixei esse mesmo já que é mais ou menos assim que eu desejo as coisas, so que de uma maneira mais abrangente, uma maneira que é mais da Martha Medeiros que minha, mas que ainda sim mais minha do que dela! Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas se eu acordar calada não tente travar qualquer dialogo, eu simplesmente nao responderei ... e* permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim p...
Apaixonada, talvez eu nunca tenha saído desses estado, se é que pode chamar a paixão de um estado, paixão é, como diria qualquer poeta, algo inerente e que não se tem controle, mas se manter apaixonada por uma só pessoa, bom, isso é realmente raro, mesmo quando essa pessoa está distante de você, mesmo perto, clichê, mas é verdade, lembro-me quando ouvi essa afirmativa pela primeira vez e foi como se o autor tivesse olhando pra mim e compadecido pela a minha angustia de não ter explicação para o sentimento dolorido, ele escreveu algo para dizer que tinha alguém no mundo que me compreendia. Agora, mesmo depois dessa afirmação de perto e longe, não me sinto compreendida, procuro algum relato de amor/paixão que seja por uma fração de segundos igual ao meu, e nem adianta escrever que o amor não poder ser classificado, pois eu faço aqui uma classificação do amor. Existe os amores correspondidos e os não correspondidos. O meu é meio-correspondido. E apesar da generalização, se alguém falar q...

Não é o que eu faço é como o meu coração bate ao fazer.

As vezes a minha contradição extravasa o meu próprio entendimento sobre mim, complexo, confesso, só não mais complexos que os meus desejos que por vezes são mais opostos que a contradição dita à cima. É de conhecimento público que eu procuro viver um grande amor, mas quase sempre me pego pensando sobre a minha liberdade de ir e vir sem ter que comunicar a ninguém. Um dia um amigo me disse que era estranho o fato da namorada dele saber mais sobre a vida dele que a própria mãe. não é de todo mal isso, mas é que eu não me permito dizer tudo sobre mim para todo mundo, digo, claro,muito quase sempre, mas de forma fragmentada para ninguém ter de mim um mapa completo, e me pergunto se as minhas saídas de sábado a noite virariam, com um namoro, uma eterna tormenta entre brigas e inseguranças de perder a pessoa amada o final da minha procura por amor. Não, não é definitivamente isso que eu procuro, acho que na verdade o amor precisa de liberdade, muita liberdade, como diria Monte Castelo é um e...
Na fresta de luz que entrava pela janela, pelo barulho do dia amanhecendo, pelo cheiro do café fresco que eu não senti pela manhã, não pela falta do cheiro do café, mas pela incapacidade do meu nariz de sentir cheiros. A dor de algo que foi deixado aos poucos no passado, a felicidade do presente deixado ao nascer do dia, o afeto e a certeza do afeto, as palavras ditas e esquecidas, a celebração da vida e o nascimento da morte. As palavras mortas. O tempo. O esquecimento