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A criançada brincava, o menino não, ele olhava a cidade na qual ele havia crescido por um pedaço de vidro, a cidade ficava para trás e ele sorria sem remorsos ou emoções, agora, pensava ele, estava indo ser feliz. na sua mala levava pouca coisa, umas mudas de roupa e uns calçados gastos pelo sol do Sertão, mas era o coração que deixava qualquer peso na mala leve, era a leveza da coragem.
A viagem programada, os destinos intercrusados uma voz de homem e a voz do menino, trocaram palavras e trocaram destino, trocaram roupagem, quem era o velho?
Mirrado e malino o menino dizia que na sua vida a esperança era a outra vida que viria agora, o presente e o passado não tinham futuro. A voz do menino, da criança magra de tornava grave a cada justificativa que dava ao homem barbado. o homem não entendia, mas a criança viajava só, e só fazia a atravessia que mudaria a sua vida.
Conversaram sobre qualquer coisa que tentasse explicar aquele menino indo embora da sua gente e da sua terra, não havia explicação a criança magra e mirrada queria ter o direito de querer ir embora, esse direito ninguém poderia entender sem viver em um sertão, nem o homem barbado. o homem desceu, sorriu e apertou a mão do homem magro que a criança havia se tornado em pouco minutos e O futuro, pensou enquanto descia do avião, é a esperança desse menino mirrado de ser feliz.

Comentários

tá aí um caso raro [um dos apenas 2 q conheço] de publicitária q escreve bem. muito bem.

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