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A criançada brincava, o menino não, ele olhava a cidade na qual ele havia crescido por um pedaço de vidro, a cidade ficava para trás e ele sorria sem remorsos ou emoções, agora, pensava ele, estava indo ser feliz. na sua mala levava pouca coisa, umas mudas de roupa e uns calçados gastos pelo sol do Sertão, mas era o coração que deixava qualquer peso na mala leve, era a leveza da coragem.
A viagem programada, os destinos intercrusados uma voz de homem e a voz do menino, trocaram palavras e trocaram destino, trocaram roupagem, quem era o velho?
Mirrado e malino o menino dizia que na sua vida a esperança era a outra vida que viria agora, o presente e o passado não tinham futuro. A voz do menino, da criança magra de tornava grave a cada justificativa que dava ao homem barbado. o homem não entendia, mas a criança viajava só, e só fazia a atravessia que mudaria a sua vida.
Conversaram sobre qualquer coisa que tentasse explicar aquele menino indo embora da sua gente e da sua terra, não havia explicação a criança magra e mirrada queria ter o direito de querer ir embora, esse direito ninguém poderia entender sem viver em um sertão, nem o homem barbado. o homem desceu, sorriu e apertou a mão do homem magro que a criança havia se tornado em pouco minutos e O futuro, pensou enquanto descia do avião, é a esperança desse menino mirrado de ser feliz.

Comentários

tá aí um caso raro [um dos apenas 2 q conheço] de publicitária q escreve bem. muito bem.

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Amanheço.

Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.

A.M.A.R

Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.
Era de manhã e o relógio de pulso ao seu lado marcava as horas, ia tictaqueando devagar, como se o tempo passasse menos por ele ser menor, tolice, no mundo do tempo tamanho não era documento, nem o tamanho do próprio tempo importava, ele estava ali e nada mudaria, ele apenas se repetiria em um outro tempo. Maria havia levantado cedo para estudar, claro que em todo percurso como era de costume, pensara nele e em todas as alternativas de contar-lhe, todas muito boas, na teoria, mas na verdade a pratica era outra, Maria tinha um compromisso quase cívico em não se apaixonar por ele de novo, e ela honrava esse compromisso, pelo menos da boca pra fora e fazia isso com muito sucesso. Antes de ir pra faculdade, Maria seguia pela penumbra dos rastros dele, mensagens que a fizesse ter mais coragem ou pior, desistir, quase sempre nessas pesquisas matinais ela descobria algo que matava um pouco da coragem dela, e ela todo dia desistia e sentia coragem, era assim desdo inicio. Quando chegou na aula...