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As recordações da noite passada, o cheiro forte de desejo, o sabor desconhecido do beijo, as mãos se entrelaçando e se abraçando, o nó, o banho, a cumplicidade e intimidade inesperada, a repleta contentação de ter acontecido do jeito que foi.

Seria dificil explicar o que eu sou, como eu me porto a meio emoções, eu sou translucida, mas a inextensão dos meus sentimentos me deixa complicada, não para os outros, mas para mim mesma. Confundo desejo, com paixão. E paixão, com amor.
Recorro sempre a minha insegurança infinita para me esconder de sentimentos, para explicar que eu não posso amar, por culpar a falta de interesse dos outros, que na verdade é minha.
Dos suplicios e dos suspiros da dor da espera pela resposta, me contento em não saber a verdade, digo a todos que não quero, quando o que eu mais quero é querer.
E de faltas e sobras, me resta a dor de me suportar, e de tentar me fazer mais segura de mim.

As marcas da noite passada ficarão comigo para sempre, é como uma tatuagem silenciosa de desespero, é a tatuagem de um momento e acontecimento que será perdido a meio a ele mesmo, com o tempo, em eterna transformação. Mas dessa vez, ainda não se trata de amor.
Com o tempo a transposição da barreira inexistente de emoções é solidificada. E o amor sempre fica do lado oposto.

Comentários

_Lorypop_ disse…
lulu!!!
lembra de mim? a lorena da epoca do santa cecilia!!!
como esse mundo é pequeno...kkk
e ai como vc está?
Bjokas! fui legal te encontrar!

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