

Sabe, eu queria desconsiderar todos os posts já feitos por mim, porque parecia que eu vivia angustiada e sofrendo por alguma coisa, quando na verdade não era, quem me conhece sabe que sempre estou rindo, brincando e cantando.
Mas dai eu vi uma peça hoje, sobre o autor do rent, e a principio eu me identifiquei muito com ele, pois é muito compreensível pra mim essa sensibilidade que ele tem. Como eu disse eu sempre senti uma angustia de alguma coisa que sempre levava, ou ainda me leva, à escrever, você não escolhe sentir essa melancolia, você sente e quando sente escreve, é algo natural e é inerente.
Esse ano eu escrevi pouco, porque eu encontrei uma outra forma de mostrar as minhas emoções, de superar as minhas angustias, de expressar pro mundo quem eu sou e como me sinto. Eu aprendi a fazer arte na cozinha, apesar de poucas técnicas, quando eu estou muito feliz ou muito triste, vou lá e me aventuro, sempre ouvindo musica, quase sempre Beatles, brinco de me alimentar, alimento o meu espírito, a minha alma e isso se transforma em alegria e acabo alimentando também, literalmente, as vezes, as pessoas que eu amo.
Sem modéstia e completamente sendo sincera, sempre soube que deveria trabalhar com arte, porque a minha alma é de artista, meu espírito é feito de excessos e onde tem de mais em um lugar a gente tem que dividir, tem que dá ao mundo de alguma forma, antes eu escrevia, mal, gramaticalmente falando, agora eu cozinho, mal, tecnicamente falando, mas muito bem sentimentalmente falando.
Tem gente que nasce pra ser médico, filósofo, publicitário, cantor, eu nasci pra fazer arte, minha alma se inquieta, e meu corpo extremesse quando eu amo, brigo e me apaixono, preciso extravasar isso de alguma forma, tem gente que pinta, que cura, eu escrevo e cozinho. Eu sou isso. E não posso simplesmente apagar os meus posts, sem apagar também uma parte de mim, essa parte eu não posso simplesmente mudar, essa parte eu tenho que aceitar, e agora aceito porque compreendi.
Comentários