Ela sempre escrevia da mesma forma, as palavras eram iguais, os assuntos eram os mesmos, as musicas que tocavam ao fundo enquanto ela escrevia também eram, ela tava cansada dessa igualdade, dessa mesmice, olhava pela janela e via o tempo sem tempo, não podia se saber que horas eram sem o sol. Olhava pra baixo e via os carros, mas seria possível dizer que aqueles carros lhe eram diferentes? Eles eram sempre os mesmos carros indo e vindo. Sua angustia estava naquilo que não mudava nunca. Transformações aconteciam na sua vida, verdades lhe eram reveladas e até o motivo de sua existência ela já havia descoberto, porem ainda assim tinha uma coisa que não mudava nunca essa espera sem poder esperar tanto assim dos outros, apesar de tudo que ela tinha aprendido ela ainda esperava, será que ela nunca cansava disso? De errar sabendo exactamente onde estava errando? Talvez não. Ela não queria falar de erros, o mundo era perfeito de mais na sua imperfeição, falar de erros era também falar de acert...
...que vive nua."