
As vezes ela sofria por amor, por amar aqueles que eram Tao ou mais complicados que ela, aqueles que também não sabiam amar, e quando sofria era como se cada pedaço de seu corpo doesse de uma dor quase mortal. As vezes ate queria morrer, mas dai pensava que não valia apena morre, não que não valesse apena morrer de amor porque, sim! Valia, mas por que ela ainda tinha muito que amar.
E ela amava. amava cada menina que era sua de uma maneira única, cada qual com as suas diferenças, cada qual com as suas igualdades, amava cada uma de forma única porque era assim que elas exigiam ser amadas.
E quando as vezes era difícil até mesmo respirar por que lhe doía o peito, ela lembrava delas, nas suas brincadeiras, nas suas formas de dizer o indizível apenas com o olhar.
Com elas ela aprendeu a acertar, aprendeu também a errar, mas acima de tudo aprendeu a aceitar, aceitar que nem tudo lhe é como quer, que a diferença é a forma mais pura de amor. E falar de amor era falar de cada momento perto delas, de cada alegria, de cada briga, de cada palavra não dita por que se falassem poderia estragar aquele momento tão magico, momentos esses que foram muitos, tantos que as lembranças se perdem em si.
E era mesmo engraçado que aquela amizade desse certo, e seria quase imperdoável se não desse, ela devia a cada uma delas o que ela tinha se tornado.
As vezes ela se perguntava da onde vinha essa sua mania de amar, talvez por esquecer que essa mania de amar veio quando ainda criança ela descobriu que o amor podia ter forma e nome. Foi então, aparti desse dia que ela se viu abençoada porque elas surgiram, cada uma em um momento, cada uma com sua singularidade e cada uma trazendo um pedaço dela... porque ela tinha se tornado elas, pois a singularidade se fez unidade e da unidade nasceu essa amizade então inexplicável e Tao indizível, que só me trevo a escrever por que aqui escrevo como ela, e ela pode se desculpar por não saber colocar em palavras o que eu sinto. E sim vale apena morrer de amor, por que eu morreria de amor por cada uma delas.
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