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Um rosto de boneca de porcela, um sorriso como se fossem mil estrelas a brilhar, e cada estrela em uma intensidade quase ofuscante, nariz arrebitado como se tive esnobando qualquer outra coisa que nao fosse a sua própria beleza, olhos pequenos e puxados, porem concisos, nele se via muito mais que a imagem dela, se via a alma e neles continham mais verdades do que aquele momento feito de mentiras, de longe podia-se ver aquele rosto bonito um pouco roborizado pelos elogios descabidos e ela "sentia um acressimo de estima por si mesmo".
Era fato que ela nunca tinha conseguido aceitar o fato de ser de fato bonita, e de fato era. E como era, a sua risada continha o barulho do amanhecer e as suas lagrimas continham as cores da lua cheia.
Ela sem medo escreveu cada elogio que ja tinha ouvido e cada qual descrevia a pureza de menina que se via mesmo quando nao queriam perceber-la, mesmo quando ela queria maquiá-la e redesenha-la com pintura de mulher.

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