Ela entrou com um olhar perdido, não sabia como agir naquela situação, a meia dúzia de pessoas que estavam no local olharam para ela, sentada, patética, esperando... um ou outro homem abria a porta e entrava, ela olhava esperançosa para todos, uns bem simpáticos a respondia com olhar de paquera, tolos, ela não estava paquerando e sim esperando. Um moço que permaneceu sentado atrás dela a analisava, cada movimento, cada gole que ela dava na agua que já havia esquentado pela espera, o tempo passava e todos sentiam pena, querendo avisá-la que ele não viria, e nem ela queria que ele viesse, tinha medo do que aquele encontro poderia representar, o crescimento, mas crescer era bom. O celular era um apoio e ela sempre ligava pra ele, ele a encorajava. O cappuccino que ela havia pedido tava meio amargo, amargo como a espera por alguém que ela nunca tinha visto e ainda tinha a duvida, será que eles iam se reconhecer e iam simpatizar um com o outro?
Passou ainda mais o tempo, agora ela havia ligado e ele já estava estacionando, o que importava onde ele tava? Ela tava nervosa pelo encontro e agora aborrecida pela espera, mas a espera rendeu uma boa conversa de dez minutos, depois disso ele foi embora e não disse mais nada e nem ela disse mais nada, apenas pagou a sua conta e foi embora de alma lavada e pensando que se todo encontro a rendesse esse misto de sensações, certamente valia apena trabalhar.
Passou ainda mais o tempo, agora ela havia ligado e ele já estava estacionando, o que importava onde ele tava? Ela tava nervosa pelo encontro e agora aborrecida pela espera, mas a espera rendeu uma boa conversa de dez minutos, depois disso ele foi embora e não disse mais nada e nem ela disse mais nada, apenas pagou a sua conta e foi embora de alma lavada e pensando que se todo encontro a rendesse esse misto de sensações, certamente valia apena trabalhar.
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