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Melancólico, certamente hoje o dia pra mim foi de recordações, não sei se pelo clima, pelos cheiros tão latentes, pelas lembranças de umas férias perfeitas, de uma amizade perfeita e de bebedeiras primeiras, depois me lembrei de um caso de amor que aconteceu no ano passado nessa mesma época, por falar em época odeio o Natal, só não sei se tanto quanto odeio o meu aniversário, parece que as promessas se tornam maiores e a responsabilidade de ser feliz também.
Mas hoje foi uma dia branco e abafado, um dia saudoso, um dia que vai ser memorável pelas memórias que apareceram, um dia que com a noite vai acabar, algo vai embora, algo que eu aprendi a querer bem vai embora, vai ver é por isso que eu senti saudades, são saudades antecipadas.
Engraçado que passei a minha vida do lado dele e só agora, nesse ano o conheci, ele é meio intragável, é difícil querer bem a uma pessoa que tem tanto medo de ser querido bem. Aprendi com o tempo a tentar não mudá-lo e agora eu vejo que ele me mudou, um pouco, mas mudou, bom, cansei de falar pra ele que ia sentir saudades, e vou, de todos as complicações amorosas, vou sentir saudades do cheiro e dos sons, dos almoços e dos risos, dos abraços e da amizade. Boa viagem, Boa Sorte.

Comentários

limpa a lágrima, moça, são só 3 meses.
;***
não, não, voce nao entendeu é só poesia!
:)

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Amanheço.

Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.

A.M.A.R

Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.
Era de manhã e o relógio de pulso ao seu lado marcava as horas, ia tictaqueando devagar, como se o tempo passasse menos por ele ser menor, tolice, no mundo do tempo tamanho não era documento, nem o tamanho do próprio tempo importava, ele estava ali e nada mudaria, ele apenas se repetiria em um outro tempo. Maria havia levantado cedo para estudar, claro que em todo percurso como era de costume, pensara nele e em todas as alternativas de contar-lhe, todas muito boas, na teoria, mas na verdade a pratica era outra, Maria tinha um compromisso quase cívico em não se apaixonar por ele de novo, e ela honrava esse compromisso, pelo menos da boca pra fora e fazia isso com muito sucesso. Antes de ir pra faculdade, Maria seguia pela penumbra dos rastros dele, mensagens que a fizesse ter mais coragem ou pior, desistir, quase sempre nessas pesquisas matinais ela descobria algo que matava um pouco da coragem dela, e ela todo dia desistia e sentia coragem, era assim desdo inicio. Quando chegou na aula...