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Mostrando postagens de janeiro, 2008
-Certamente ela tinha saído para umas férias, fora tomar sol em alguma praia em algum lugar do mundo, por que ela estava distante, não escrevia mais, não amava mais, não sentia mais. Ela estava tão longe que nem mais sabia o caminho de volta, com o tempo tudo foge ao controle. Ela a tinha abandonado pela segunda vez, quem ela pensava que era pra fazer isso? Que poder tinha ela de me deixar quando mais se precisava, ela era a única pessoa que conversava comigo, pelo menos foi o que ela me fez crer, que eu era especial, no entanto não mais que de repente ela vai embora, no entanto não bastando a primeira vez, ela foi de novo, porque? Será que ela não percebeu que eu precisava dela? será que ela não percebeu que o meu amor estava nela? porque quando eu mais precisei ela não pode esperar até eu aceitar o que estava sentindo? Ela era uma egoísta e fez tudo o que eu já tinha feito anteriormente, e ao fugir pela segunda vez ainda me escreveu debochando dos meus sentimentos, ela fez bem em ir ...
Tenho o dom de escrever, não tenho o dom da gramática, essa me passa completamente longe, uso as vírgulas onde quero usar, os pontos finais no momento que me parecem certos, se eu fosse seguir a norma culta da língua portuguesa não passaria nem pela calçada da escrita. Prefiro simplesmente escrever. Não gosto de me ater a detalhes, apesar de ser uma detalhista nata e escrever justamente por eles, os detalhes.É na escrita que eu vou me mostrar como sou, na minha forma mais pura. Escrevo pra me encontrar, eu sou os meus textos, claro que também sou além deles. mais só um pouco além. Tenho medos, tenho certezas, tenho amores, mas nao amo mais que o normal. Nem sou especial como quero fazer crer, sou tao comum que as vezes essa mesmice me machuca então eu inovo, eu escrevo. Não sou pura, nao sou boa, nao sou legal, não sei acertar, na verdade não sei nada. Não pense que o que eu vou lhe dizer é verdade, porque nem eu sei o que é a verdade. A única coisa que sei é que faço de tudo pra não m...
Ela era fugitiva, ela tinha fugido tradicionalmente, ate um bilhetinho ela tinha escrito e colocado em cima de estante, ela tinha fugido assim como ele também já fugiu. saiu só com a roupa do corpo e uma bolsa que dava pra carrega uma casa, mas ela só levava os documentos, os quais mostravam uma pessoa que não era ela. fugiu. e nessa sua fuga encontro-se com o medo, o medo era engraçado, porem não conseguia fazê-la rir, ele era serio também, mas no entanto ela se sentia avontade com ele, o medo lhe causava duvidas, mas ela nunca duvidara do que sentia. o medo a prendeu numa cela onde a corrente era a liberdade. ela estava presa e não tinha pra onde ir, pois tinha fugido, mas ela fugiu nobremente, fugiu sem mentir, sem deixar nada que pudesse causar duvidas, ela fugiu ficando. nessa sua fuga ela também conheceu um velho conhecido, o amor. o amor não era engraçado e nem serio, amor não prendia e nem soltava o amor era nada. e aquela indiferença do amor, a fez entender o que era amar. por...
O dia tava de fato belo, a luz que vinha meio morna, mas que iluminava exatamente onde devia. Hoje ela estava sentindo exatamente o que era difícil pra ela de sentir, a compreensão, hoje ela compreendia. compreendia o que sentia, o que queria, não sentia sentimentos vulgares, mas ainda assim trazia consigo o desejo, mas era um desejo puro. Ela ria. Ria de tudo, hoje ate de si mesmo ela ria. ria da foto em que ela ria, ria da foto em que ela não ria. ria do rio que ela não via e via o mar que era ela. ela se descobriu mar, pois o mar era vida. e ela tinha milhares de vida dentro dela. ria ate da sua dor de mulher. hoje qualquer angustia seria automaticamente excluída do seu ser, porque hoje ela não sentiria essa angustia. tava tão feliz que o seu texto tava meio abobaiado. como aquelas piadas sem graça de palhaços sem graças de um circo em que tudo o que se tem são os palhaços, ela se sentia esse palhaço. O que era bom. se sentir palhaço de circo sem futuro era a melhor coisa que ela p...
Sentada onde ninguém podia ver Querendo se encontrar E sentindo o que não sabia. Tomando o que não queria tomar, Comendo o que não queria comer, Pensando o que não queria pensar, E sentindo o que não sabia Procurando o improcurável Olhando o inatingível Esperando o inesperado E sentido o que não sabia Querendo não querer, Cantando sem saber Sorrindo ao lembra E sentindo o que não sabia Sabendo sem saber O saber que era sábio Soube o que sentia Sentia o que sabia. nunca pensei em escrever poesia! hahaha
Passou pelo mesmo lugar varias vezes, olhou a mesma rosa varias vezes na esperança de que ela mudasse. Não mudava, na verdade a rosa não adquiria mais cores, nem o seu orvalho chorava mais. Ela era apenas ela, nem as pétalas caiam. Aquilo a incomodava, olhava a planta e esperando algo que nunca vinha. Ela olhava atentamente o vento, mas não ventava naquele dia, ela esperava ansiosamente a chuva, porem não chovia naquele dia, ela queria forçosamente o sol, contudo nem o sol brilhava. Ela queria algo que fizesse aquela rosa desabrocha ou que algo a matasse de vez. Mas ela não queria aquela mesmice, aquela espera sem que nada acontecesse e já havia se passado 20 minutos desde que ela tinha percebido a planta e que nada mudava nela. Ela estava perturbada, porque a sua espera estava sendo em vão e ela estava mais perturbada ainda porque se sentia impotente diante daquela rosa. Queria ser Deus, porem ela não podia. Iria tornar mecânico e sem graça o desabrochar e a morte da rosa caso ela mes...