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-Certamente ela tinha saído para umas férias, fora tomar sol em alguma praia em algum lugar do mundo, por que ela estava distante, não escrevia mais, não amava mais, não sentia mais. Ela estava tão longe que nem mais sabia o caminho de volta, com o tempo tudo foge ao controle. Ela a tinha abandonado pela segunda vez, quem ela pensava que era pra fazer isso? Que poder tinha ela de me deixar quando mais se precisava, ela era a única pessoa que conversava comigo, pelo menos foi o que ela me fez crer, que eu era especial, no entanto não mais que de repente ela vai embora, no entanto não bastando a primeira vez, ela foi de novo, porque? Será que ela não percebeu que eu precisava dela? será que ela não percebeu que o meu amor estava nela? porque quando eu mais precisei ela não pode esperar até eu aceitar o que estava sentindo? Ela era uma egoísta e fez tudo o que eu já tinha feito anteriormente, e ao fugir pela segunda vez ainda me escreveu debochando dos meus sentimentos, ela fez bem em ir embora.

-Eu fugi não nego, eu errei não nego, mas quem pensa que és tu pra me cobrar um amor que nunca me destes? se eu era realmente a tua melhor amiga tu se esquecestes de demonstrar amizade, tu esquecestes de me compreender, que amor era esse que tu me cobravas, mas que demonstravas não sentir? tudo o que aconteceu foi que eu cansei de amar, cansei de compreender que ninguém é ou estar perfeito pra mim, porque eu aprendi que ninguém é perfeito. Tudo o que eu queria é ficar em paz com o que eu sentia, a minha amizade, porque amor também é amizade, mas tu fazias questão de me cobrar os outros sentimentos, e quando tu cobravas me sentia na obrigação de dá-los, mas tu não os queria, fui embora sim, e me sinto mal por isso, não por ti, mas pelo sentimento que eu tenho dentro do peito e que eu agora privo de senti-lo.
-Entramos em um jogo que não sabíamos jogar, fizemos brincadeiras que não sabíamos como brincar, iniciamos uma coisa que não sabíamos como ia terminar e quando terminou me surpreendeu e surpreendeu a ela, ela que sempre tinha sido meiga e sempre tinha entendido todo mundo, ela que sabia amar, que podia se ver nos textos dela uma certa constância de sentimento, algo que falava que eu podia ficar seguro, que não importasse o que eu fizesse, que não importasse a minha displicência ela ainda sim seria minha. No entanto na minha vez de amá-la ela não se contentou com o pouco que eu podia dar, ela questionou o amor que sentia, ela negou em segui até o fim, porque quando foi a minha vez de amá-la ela quis simplesmente ir embora, sem o medo de me perder.

-Nesse jogo que mencionastes eu já tinha aprendido a jogar, nessas brincadeiras de amar, eu sempre tirei o primeiro lugar e aquilo que iniciamos era a única coisa que eu não sabia como ia terminar. Foi nessa tua busca por estabilidade de um amor imortal que eu preferir não amar, foi por me cobrares segurança que não pude dar, foi por esperares que eu fosse os meus textos que eu não pude ser tua, porque quando foi a tua vez de me amar, tu nem sequer olhastes pra trás, talvez nessa segunda vez que eu fui embora tudo o que eu queria era que me dissestes pra não ir, mas nessa tua certeza daquilo que eu sentia me fez ir embora, porque era certo eu voltar e quando eu voltei por teu orgulho não pudestes ver o porque.

- preciso dela pra escrever, preciso dela pra sentir, preciso dela pra não sentir medo, ela era a minha força, a minha alegria, a certeza de uma gargalhada, ela era pentelha, me fazia sentir que eu tinha muito o que aprender e mais ainda o que ensinar, ela sempre esteve comigo, ela sempre foi a minha busca ela sempre segurou a minha mão. e eu a deixei ir.

- eu também preciso de ti, mas agora preciso pensar, preciso refletir tudo o que vivemos juntas, todos os outros amores, tu me colocastes em cada enrascada, me cobrastes que eu entendesse cada sentimento, tu que és a compreensiva e não eu. Tu que entendes o que é amar e não eu, tudo bem que tu precisas de mim pra sentir, mas é melhor tu tirares umas ferias também dessa tua mania de sentir. e nem importa a distância pois,

Era. Ela era sempre, as vezes ela era ela, as vezes ela se perdia em mim, as vezes eu me perdia nela, as vezes eu queria separar, porém não podia, pois eu era ela e ela era eu, nós éramos únicas, mas éramos uma. de vez em vez duas.
Eu sentia medo, ela não, eu amava, ela se apaixonava, ela nunca foi seria, eu?!?! vivia sorrindo. ela mudava, e eu não, sempre fui a mesma.
Ela gostava de ler, eu gostava de viver. Ela olhava as pequenas coisas e eu as coisas serias do dia-a-dia, foi então que teve um dia que eu a neguei, então ela teve medo e eu tive vontade de não amar. Percebendo então, que ela nada mais era que a vontade de ser eu, eu decidir ser ela. agora somos.

Foi essa mistura que não deu certo, porque apesar dela ser eu, ainda somos completamente diferentes.

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