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O dia tava de fato belo, a luz que vinha meio morna, mas que iluminava exatamente onde devia. Hoje ela estava sentindo exatamente o que era difícil pra ela de sentir, a compreensão, hoje ela compreendia. compreendia o que sentia, o que queria, não sentia sentimentos vulgares, mas ainda assim trazia consigo o desejo, mas era um desejo puro. Ela ria. Ria de tudo, hoje ate de si mesmo ela ria. ria da foto em que ela ria, ria da foto em que ela não ria. ria do rio que ela não via e via o mar que era ela. ela se descobriu mar, pois o mar era vida. e ela tinha milhares de vida dentro dela. ria ate da sua dor de mulher. hoje qualquer angustia seria automaticamente excluída do seu ser, porque hoje ela não sentiria essa angustia. tava tão feliz que o seu texto tava meio abobaiado. como aquelas piadas sem graça de palhaços sem graças de um circo em que tudo o que se tem são os palhaços, ela se sentia esse palhaço. O que era bom. se sentir palhaço de circo sem futuro era a melhor coisa que ela poderia sentir. pois ela se sentia inutilmente útil.
A confusão desse texto era tão grande que se podia sentir que nela não havia mais confusão!
ela queria sair pra ver o mar. ela queria sair pra ver o mar e pra cantar.
e nem me importa se você consiga compreender tudo o que eu quis dizer nesse texto. o que tem escrito nele não é de fato importante, mas sim esse sentimento de confusão que você não sabe explicar da onde veio ao acabar de lê-lo.

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