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As vezes acho que passei boa parte da minha vida construido imagens, construido coisas que eu queria que os outros acreditassem que eu era, e para minha supresa até eu mesma acreditei. Agora vivo uma fase engraçada da minha vida, segui o lado do bem ou lado do mal, colocando assim parece brincadeira, porém não é, tenho mesmo que escolher entre um ou outro. Escolha difícil, mas tudo o que eu fiz leva a crer que eu vou escolher o lado do bem. Ao escever tô rindo, imagina eu, tendo que fazer essa escolha, não, e nem foi o moço com quem eu saia que me fez pensar isso, talvez até tenha sido, o fato é que agora a história acabou, e acabou de uma maneira bem peculiar, eu me peguei pensando naquilo que eu realmente era e se aquilo era realmente o que eu queria ser. Nem sei, tudo o que sei é que sou, as vezes não se faz essa escolha, vou me tornar isso, simplesmente a nossa vida nos torna, se eu fosse conversar sobre isso com um amigo de outrora ele ira falar que não acredita nessa história de que não temos escolha, nem eu, pois temos sim, e escolhemos, mas acredite a escolha que tomamos é pré-condicionada por outra escolha que não foi a nossa.

Lembrando agora de uma teoria que uma amiga me disse, tudo é um eterno retorno, como em um ping-pong, tudo que vai-volta, o que devemos fazer é aprender a nos esquivar. A vida é um marco de acontecimentos repetitivos e isso eu aprendi por mim, parando agora pra pensar, e rindo da ligação que acabou de me acometer eu vejo o quanto a somos capaz de mudar o que somos, também lembrei-me de uma outra conversa, mas essa eu não vou falar.

É carnaval, e todo mundo se acha na obrigação de estar feliz pra brincá-lo, eu não estou feliz e nem muito menos quero brincá-lo, sei lá, carnaval nesse minuto me parece sem sentido, vamos pecar os 4 dias sem parar e depois vamos rezar 40, muita contradição em uma tradição só, muita tradição numa contradição só. Então prefiro peca os 40 que por ventura me vem e reza esses 4, muito mais negócio. Brincadeiras a parte, quero mesmo é paz, a paz de uma amor, a paz de um show na beira da praia, que de paz não vai ter nada.

Bom voltando ao assunto inicial, (eu voltei a escrever da mesma forma que eu escrevia a 4 anos atrás, pra muitos isso é um regresso, pra mim um progresso, eu era muito mais feliz naquela época, não que agora eu não seja feliz, bem, eu me sinto realmente feliz em saber que em algum lugar do mundo alguém pensa em mim, seja mal ou seja bem, e que se eu morresse afetaria diretamente muitas pessoas, não se preocupe eu nao vou me matar, me amo de mais pra isso, mas é que felicidade tá longe de ser constante, hj por exemplo me senti uma duas horas feliz por completo, tá não sintam inveja da minha condição.) que era sobre imagens, eu sei que isso não é certo, digo, construir máscaras, mas é nisso que eu sou melhor, mentira, nem nisso eu sou melhor, sou melhor mesmo em fazer com que creêm no que eu sinto, so tão boa que até eu mesmo acredito, ai me lasco, é muita burrice, fazer crer que sou uma coisa e no final acreditar e sofrer por isso, só sei que é tão mal negócio que até eu me perdir naquilo que eu dizia ser.
Ainda tenho a dúvida de qual caminho escolher, o bem ou o mal? o certo ou fácil? dúvida cruel, mas acho que vou continuar sendo o que eu sempre fui, não, sem as máscaras, até pq eu só as usava pra algumas pessoas, mentira eu usa pra todo mundo, porem só algumas (as mais mentirosas, pra algumas pessoas), as outras eram verdadeiras, porque eu me tornei elas.

Mas quem nunca as teve que atire a primeira pedra. Esse texto esta realmente engraçado, diferente de todos os outros textos, talvez seja porque nele eu realmente não fale de nenhuma dor de amor, ou dor de ausência ou dor de porra nenhuma, é acabei de me trair, acabei de falar, tá não falo mais, essas dor nem me é mais importante, digo, a dor de amor, sei lá, senti algo por um moço que faz você se sentir louca, achando ser uma coisa, então ele vira e diz não ser?? é! Confuso de mais pra mim, realmente não vale a pena. Bom, me trair de novo, tomara que ele não leia isso. Quer dizer tanto faz se ler. Acabou mesmo, over, game over. Puts. mais uma vez me trair.

Se eu vou mudar, tenho que começar pelo começo, mais isso eu listo mais tarde depois de rezar e antes de dormir. É eu rezo, e vc que é feio??!?! Tô com medo, não sei mais fazer textos poéticos, será que sempre vou escrever essas defecações? (palavra tosca não a digo em voz alta, sou moça de familia católica. pessoa tão boa.) De qualquer forma se tudo o que tenho agora é isso, por fim, vou me arrumar pra jantar com o meu paquera que é melhor, mais um caso. Bom, mas esse eu já sei como vai terminar. noite boa, pra mais um boa noite, com o perdão do trocadilho.

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