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A primeira coisa que ela pensou em fazer ao chegar em casa foi escrever, queria de alguma forma nada óbvia escrever o que sentia, por metaforas ou frases de outros autores que nao ela. para poder, dizer assim, que esse sentimento nao lhe era proprio.
Tentou fazer uma cronica da poesia do poetinha, mas não conseguiu. não era sobre o poema de outros que ela queria escrever, era soubre o dela.
Ninguém podia duvidar que ela estava bem, e como estava, pela primeira vez ela nao sentia nada pela primeira vez, e estava bastante estimulada com isso De ser de novo o que ela era antes dela mesma saber que era aquilo que ela tinha se tornado. Filosofia de bodega essa que ala acabou de fazer, porém apesar de esdruxula era irrevessivelmente verdade. uma verdade esdruxula como todas as outras verdades que nao sao absolutas por serem mentiras. mas de uma coisa ela sabia, que apesar de mentira ela se sentia bem, tao bem quanto um passaro que se percebe passaro e começa a voar. ela era um passaro e nao um avião.
Pensou que por muito tempo ela tinha sido um avião, obrigado a voar pelo ceu do amor, ter que ter sempre alguem para carregar dentro de si, agora que ela se descobriu passaro não, não carregava ninguem a nao ser a propria beleza de cantar. Tinha sido uma bonita metafora.
E ela estava feliz, não que ela tivesse que gritar para os quatros cantos do mundo a sua felicidade, pois ja se notavam na beleza, já que nao mais do que urgente a beleza dela se fez maior, talvez pela felicidade de se saber bela. Agora era obvio que pela urgencia da beleza ela podia finalmente noivar, pois so se compreende por completo aquela que se tem mais do que a si mesmo do lado e quem estava ao lado não era ela, pois ela nem era tão bela assim, so era urgente pela avidez de um casamento feliz, casamento que nao era dela e nem dele, apenas pelo desejo de encontrar alguem que os fizessem multiplos deles mesmos, mas será que essa urgencia a fazia pensar? Será que essa urgencia a fazia amar. perde-se muito do amor quando deixa-se de amar pelo unico desejo que nao esse.
pra que perguntar como se dará uma historia
que mal acaba de começar?
se apropria historia é mais importate que o enredo?
e muito mais importante que o medo
da historia terminar?

Tive o meu poema.

Cronica tirada de um relato de uma história de amor que de amor não tem nada a não ser o próprio desejo de amar.

Comentários

Anônimo disse…
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