Pular para o conteúdo principal
Apaixonada, talvez eu nunca tenha saído desses estado, se é que pode chamar a paixão de um estado, paixão é, como diria qualquer poeta, algo inerente e que não se tem controle, mas se manter apaixonada por uma só pessoa, bom, isso é realmente raro, mesmo quando essa pessoa está distante de você, mesmo perto, clichê, mas é verdade, lembro-me quando ouvi essa afirmativa pela primeira vez e foi como se o autor tivesse olhando pra mim e compadecido pela a minha angustia de não ter explicação para o sentimento dolorido, ele escreveu algo para dizer que tinha alguém no mundo que me compreendia.
Agora, mesmo depois dessa afirmação de perto e longe, não me sinto compreendida, procuro algum relato de amor/paixão que seja por uma fração de segundos igual ao meu, e nem adianta escrever que o amor não poder ser classificado, pois eu faço aqui uma classificação do amor. Existe os amores correspondidos e os não correspondidos. O meu é meio-correspondido. E apesar da generalização, se alguém falar que tem uma historia parecida com a minha eu digo que não é possível e provo matematicamente, mas todas as historias de amor são iguais, pateticamente iguais, simultaneamente iguais, dolorosamente iguais. Desigual é só a maneira como ele me olha e me toca, e me fala da nossa historia como se não sentisse mais.
A confusão feita no texto, é a mesma confusão feita por mim quando eu o olho, Tao serio e conciso, tão companheiro e amigo, e mesmo quando ele está atrasado passa pra mim um sentimento adiantado, é a única pessoa que eu me permito esperar, porque? eu não sei. só sei que amo indizivelmente, eu amo de maneira única que respeita o limite de até onde posso viver essa amor, " eu te amo calada como quem ouve uma sinfonia de silêncio e de luz", e eu te amo escrevendo e inventado que a nossa historia é única, mas ela é de alguma forma a nossa única historia.

Comentários

Anônimo disse…
A quoi ça cert l'amour?
[n dá pra evr aqui no estágio]

Postagens mais visitadas deste blog

Amanheço.

Um turbilhão de sentimentos grita dentro de mim, inaudiveis. A vida vibra na frequência de quem quer achar beleza no mundo, feroz. Os encontros acontecem e mesmo apática, por ser vítima de uma cruel desesperança, um moço me desperta. E desperta reencontro dentro de mim a poesia. Que bom seria construir uma casa num chão de terra batida, onde ao fundo um sol laranja se despede de mais um dia. A simplicidade se confunde com beleza, ou será tudo a mesma coisa? A semântica das palavras as vezes não compreendem a si mesma. E com a alma transbordando questiono, a poesia se confundiu com um moço, ou era tudo a mesma coisa? Amanheço.

A.M.A.R

Já faz um tempo que escrevi a ultima vez, não tanto tempo quanto a ultima vez que escrevi e que fez mais tempo que essa. Não importa. Essa semana foi particularmente difícil para mim, muitas magoas e nenhuma solução. S.O.B.R.E.V.I.V.I. O que eu conto não é novo, mas pra mim é de alguma forma é especial. Cresci. S.U.P.O.R.T.E.I. Resisti. E o sentimento que me resta é essa maravilhosa sensação de que a vida ainda pode ser boa, que o amor ainda existe, que a felicidade pode ser vivida. F.U.I F.E.L.I.Z. Amadureci. A dor não nos faz retroceder, a não ser que a dificuldade de seguir além seja maior. A dor nos faz agradecer, pelo menos me faz, por isso Sigo. PERMANEÇO. Esse ultimo sem pontos, continuo, porque a vida não pode parar, a vida não para. E te engole. Ela é V.O.R.A.Z. O que difere é a E.S.P.E.R.A.N.Ç.A. Que eu carrego sempre comigo e me faz A.M.A.R. E como eu amei. AMO.
Era de manhã e o relógio de pulso ao seu lado marcava as horas, ia tictaqueando devagar, como se o tempo passasse menos por ele ser menor, tolice, no mundo do tempo tamanho não era documento, nem o tamanho do próprio tempo importava, ele estava ali e nada mudaria, ele apenas se repetiria em um outro tempo. Maria havia levantado cedo para estudar, claro que em todo percurso como era de costume, pensara nele e em todas as alternativas de contar-lhe, todas muito boas, na teoria, mas na verdade a pratica era outra, Maria tinha um compromisso quase cívico em não se apaixonar por ele de novo, e ela honrava esse compromisso, pelo menos da boca pra fora e fazia isso com muito sucesso. Antes de ir pra faculdade, Maria seguia pela penumbra dos rastros dele, mensagens que a fizesse ter mais coragem ou pior, desistir, quase sempre nessas pesquisas matinais ela descobria algo que matava um pouco da coragem dela, e ela todo dia desistia e sentia coragem, era assim desdo inicio. Quando chegou na aula...