Acho difícil me concentrar diante de todo esse desejo, essa vontade incontrolável de me sentir mais leve e livre, é difícil não deixar de notar nos roda-pés das paginas um pouco antigas a revolta de não se sentir querida, e é mais difícil ainda não deixar que isso me atinja.
Das paginas amareladas, das flores marcando os textos preferidos, das mãos sujas, antigas e velhas de uma adolescente morta marcada nas paginas como de fosse a própria digital da capa, o tempo.
Se eu soubesse desse amor antes de lê-lo, se eu soubesse no tempo da mocidade o quanto era amado, o quanto ela abriu mão por mim, o que eu teria feito? Ela partira, me deixara apenas com esse livro, sem mais explicações. Como ela podia ver em mim todo esse sentimento? Essa ternura? quando eu só era e apenas era de outra? como ela podia contabilizar os meus sorrisos, os meus toques, fazendo de cada um deles um troféu?
Como ela podia me amar sem eu nunca ter feito esforço para ela me amar?
era estranho ela ter vivido ao meu lado durante esse tempo e nunca se quer ter tentado algo comigo, ela me amava calada, ela me respeitava, e agora ela tinha ido embora. E eu, burro e tolo, a deixei ir, e o vazio que me acomete agora é maior que qualquer outro, será que eu a amo? Será que era isso que ela via em mim que eu não via? o amor que eu sentia por ela?
Ela sempre sabia mais de mim do que eu mesmo sabia, as minhas vontades, os meus desejos. Ela me fez feliz me dando todas as escolhas e eu não a escolhi.
Ela se foi, aquela adolescente revoltada com uma tatuagem nas costas, aquela mulher companheira que cuidava de tudo para mim, aquela criança boba que me sorria, as vezes, ao acordar e que por pura teimosia tentava não discordar de mim. Estou só, profundamente só.
o livro com os roda-pés, com as flores e com as letras dela meio borradas pelas lágrimas que certamente caíram enquanto ela escrevia que me amava. o livro contando do nosso amor, entre outra historia e outra outras certezas.
Das paginas amareladas, das flores marcando os textos preferidos, das mãos sujas, antigas e velhas de uma adolescente morta marcada nas paginas como de fosse a própria digital da capa, o tempo.
Se eu soubesse desse amor antes de lê-lo, se eu soubesse no tempo da mocidade o quanto era amado, o quanto ela abriu mão por mim, o que eu teria feito? Ela partira, me deixara apenas com esse livro, sem mais explicações. Como ela podia ver em mim todo esse sentimento? Essa ternura? quando eu só era e apenas era de outra? como ela podia contabilizar os meus sorrisos, os meus toques, fazendo de cada um deles um troféu?
Como ela podia me amar sem eu nunca ter feito esforço para ela me amar?
era estranho ela ter vivido ao meu lado durante esse tempo e nunca se quer ter tentado algo comigo, ela me amava calada, ela me respeitava, e agora ela tinha ido embora. E eu, burro e tolo, a deixei ir, e o vazio que me acomete agora é maior que qualquer outro, será que eu a amo? Será que era isso que ela via em mim que eu não via? o amor que eu sentia por ela?
Ela sempre sabia mais de mim do que eu mesmo sabia, as minhas vontades, os meus desejos. Ela me fez feliz me dando todas as escolhas e eu não a escolhi.
Ela se foi, aquela adolescente revoltada com uma tatuagem nas costas, aquela mulher companheira que cuidava de tudo para mim, aquela criança boba que me sorria, as vezes, ao acordar e que por pura teimosia tentava não discordar de mim. Estou só, profundamente só.
o livro com os roda-pés, com as flores e com as letras dela meio borradas pelas lágrimas que certamente caíram enquanto ela escrevia que me amava. o livro contando do nosso amor, entre outra historia e outra outras certezas.
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