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Talvez quando eu escrever esse turbilhão de emoção eu possa por fim ter uma ideia genial para o meu trabalho.

Maria, amava desde muito tempo, tanto tempo que o tempo havia se perdido nele mesmo, e amava estar perto, junto, mas do que amava não estar e ela aprendeu que se contentar com aquilo que ela pode ter é uma forma de amar a ele. E ela amava. lindamente, amava a musica favorita dele, amava a jeito do riso dele e amava como ele falava de maneira mansa, calma e serena, amava.. amou... amei.
Ela amará quando ele se casar, quando ele tiver filhos, quando comprar o seu primeiro cachorro, quando ganhar o primeiro troféu, ela estará do lado quando ele decidir ter o seu primeiro carro, a primeira viagem internacional, a primeira Eucaristia do filho, a primeira morte prematura de alguém querido, uma doença. ela cuidará dele, de tudo dele, de tudo dela. Quando há amor não há temores, se temes é porque nunca amou, eu não tenho medo que ele nunca seja meu do jeito que eu desejo, eu não tenho medo se ele amar a outra como nunca me amará um dia, eu não tenho medo, de tudo o que eu tenho medo é de não vê-lo feliz. e de não apoiá-lo quando ele precisar, é amor e é amor somente por ele.

Não é nem metade do que sinto, a metade de do oposto ainda é pouco e o pouco da metade é muito, é tanto que se o meu amor explodisse explodiria junto todos os outros amores do mundo.
Ficarei ao seu lado, você pedindo, você não pedindo, ficarei ao seu lado porque preciso viver e te sentir do lado de dentro, sempre. desde o dia que eu te conheci.

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