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Dos anos em que não havia tempo, dos tempos em que tudo era estático. A corda dada no relógio era de frente pra trás, só havia a perfeição e não havia, por isso, números.
Dessa época recordo-me de uma moço com um nome diferente, também de trás pra frente. Tudo que é trino é perfeito, tudo que é trino duas vezes é medo.
Das santidades desfalecidas, dos acordos silenciosos, da enganharia dos números, da comunicação das vozes, a repartição de bens, metade meu. tudo meu de trás pra frente, de cabo a rabo, da minha metade sem bens, do moço com o nome diferente troco tudo que me pertence por ele.
da matemática das coisas e da sabedoria das palavras, fico com as palavras e com ela escrevo os números e falo em voz alta.
Volte pro começo pra onde é dada a corda no relógio de frente pra trás e verás tudo acontecer de trás pra frente, mas lembre-se números não se transformam em palavras, mas eu me transformo eu números, eu sou trina, e você é trina duas vezes.

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